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“Não é absolvição”: Conselho Deliberativo mira ex-dirigentes do Criciúma

Comissão começa a investigar possíveis falhas na gestão passada

Por Enio Biz 30/04/2026 - 08:58 Atualizado há 1 hora

O presidente do Conselho Deliberativo do Criciúma, Lucas Farias, afirmou que uma comissão será responsável por aprofundar a apuração de possíveis irregularidades na gestão anterior. Na noite de quarta-feira (29), os conselheiros aprovaram, com ressalvas, as contas do exercício de 2025 do clube.

Segundo ele, a decisão do plenário não representa absolvição dos ex-dirigentes, mas abre caminho para uma investigação mais detalhada sobre responsabilidades individuais.

“Quais são essas ressalvas? A apuração da responsabilidade dos dirigentes do clube que exerceram mandato no ano passado, especialmente naquilo que extrapolou o estatuto, seja por ação ou omissão”, explicou.

Uma comissão formada por três conselheiros inicia os trabalhos nesta quinta-feira (30) e terá prazo de até dois meses para apresentar um relatório conclusivo.

Possíveis consequências

De acordo com o presidente do Conselho, o processo pode resultar em responsabilização civil e até na cobrança de valores, caso sejam comprovados prejuízos ao clube.

“Definida a responsabilidade, o clube vai apurar quais foram os danos e quantificar. Isso pode gerar, futuramente, uma ação de responsabilidade civil com a devolução dos recursos ao clube”, disse.

Situação financeira e controle de gastos

Lucas também comentou o cenário financeiro atual do clube, que soma cerca de R$ 16 a R$ 17 milhões em compromissos.

“Hoje, o Criciúma tem em compromissos, e não em dívida, em torno de 16 a 17 milhões”, afirmou.

Ele reforçou ainda que o Conselho vai endurecer o acompanhamento do orçamento da atual gestão.

“Não vamos tolerar novamente revisões de orçamento e orçamentos feitos com valores aquém da expectativa”, destacou.

Segundo ele, a diretoria executiva deverá apresentar mensalmente o acompanhamento financeiro ao Conselho, e eventuais desvios podem resultar em sanções.

“Caso existam novas condutas nas mesmas práticas do ano passado, fatalmente vai culminar no afastamento desses diretores e na responsabilização individual”, completou.

Base pode ser alternativa financeira

Outro ponto abordado foi a possível adoção de um modelo de captação de recursos com foco em atletas da base, por meio de investidores.

“A base é o que pode trazer uma solução para os cofres do Criciúma”, afirmou.

O modelo prevê a criação de uma espécie de “cesta de atletas”, permitindo investimento externo e divisão da valorização futura dos jogadores.

“Quando o jogador é vendido, divide-se 50% da mais-valia entre clube e investidor”, explicou.

Segundo ele, a proposta já é utilizada em outros clubes e pode ser uma alternativa para alavancar receitas nos próximos anos.

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