O técnico do Criciúma, Eduardo Baptista, revelou que tem buscado inspiração no modelo de jogo implantado por Abel Ferreira no Palmeiras para fortalecer a competitividade da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro. A declaração foi feita no podcast "Quem é que chega", da TV Tigre, no Youtube.
Segundo o treinador, mais do que desempenho técnico ou partidas brilhantes, o que faz a diferença em uma competição longa é a capacidade de competir em alto nível durante todos os jogos.
“De três jogos, dois o time pode não jogar bonito, mas vai ganhar e competir muito. Hoje, se você não competir, não adianta ter o melhor time”, afirmou.
Eduardo destacou que uma das principais lições absorvidas é a valorização dos duelos individuais dentro de campo. Para ele, vencer esses confrontos aumenta significativamente as chances de resultado positivo.
“Ganha duelo. Quando você ganha os duelos, dificilmente você perde o jogo”, explicou.
O técnico também ressaltou a evolução física do elenco palmeirense nos últimos anos como fator determinante para o sucesso recente do clube paulista.
“O time do Palmeiras hoje não tem mais jogador que trota em campo. São atletas em altíssimo nível, e isso não é coincidência para quem vem ganhando há cinco anos”, completou.
Apesar da referência, Eduardo Baptista deixou claro que busca implementar um estilo próprio, com característica ofensiva e marcação alta. Ele admite não ter perfil para equipes que atuam de forma reativa.
“Eu gosto de um jogo ofensivo. Não tenho paciência de ficar com linha baixa, esperando o adversário. Prefiro marcar alto, roubar a bola rápido. Para isso, o componente físico é fundamental”, pontuou.
O treinador também projetou uma Série B ainda mais equilibrada e competitiva, especialmente com mudanças recentes no formato da competição. Na avaliação dele, a disputa pelo acesso deve seguir aberta até as rodadas finais.
“Vai faltar oito rodadas e vão ter dez, onze times brigando pelo acesso. Ou está brigando na frente ou olhando para trás. Não tem mais equipe confortável”, analisou.
Dentro desse cenário, Eduardo reforça que a montagem do elenco passa diretamente pela identificação com o perfil competitivo exigido pelo clube. Um dos exemplos citados foi o atacante Waguininho.
“É um jogador que tem o DNA do Criciúma. Vai brigar por todas, pode errar, mas vai voltar para consertar. Entender o que é o Criciúma também é fundamental”, concluiu.
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