O atacante Nicolas vive um momento de retomada no Criciúma. Depois de um período com poucas oportunidades, o jogador voltou a ser titular na vitória por 3 a 0 sobre o Avaí, marcou um dos gols da partida e ganhou confiança para a reta final da Série B.
Nicolas revelou que o período fora da equipe não foi fácil, mas procurou utilizar o momento para trabalhar e se preparar. Segundo ele, a oportunidade que esperava finalmente apareceu.
“É sempre muito difícil você ficar de fora, mas enquanto nesse tempo que eu fiquei de fora, se trabalha muito, se dedica muito. Sou um cara que a minha vida toda, tudo que eu conquistei foi na base de muito trabalho, muita dedicação e muita persistência".
O atacante lembrou ainda que, em determinados momentos, sequer ficava entre os relacionados para as partidas. Mesmo assim, manteve o foco para estar preparado quando recebesse uma nova oportunidade.
“Eu tentei tirar esse tempo para me preparar, para me cuidar, me concentrar, me fortalecer cada dia mais. E como eu te falei, lá em Ribeirão Preto eu precisava de uma oportunidade, eu preciso dessa confiança".
Para Nicolas, o bom momento vivido no Criciúma na temporada passada mostrou que ele pode novamente exercer um papel importante na equipe. O jogador afirmou que a confiança voltou junto com a oportunidade.
“Não é possível que o ano passado, quando eu cheguei, eu encontre o clube na 19ª colocação, a gente vai até a 1ª colocação, onde eu era um atleta extremamente importante. Não é possível que eu não consiga ser de novo. Então, eu acredito que a oportunidade veio, assim como a confiança também".
Além do gol, Nicolas valorizou principalmente o resultado coletivo. A vitória por 3 a 0 sobre um rival, segundo ele, pode representar um ponto importante na retomada do Criciúma na competição.
“Eu fico muito feliz por voltar aqui, fico feliz por marcar, e mais do que nunca, fico feliz por a gente vencer, pelo coletivo vencer. E essa vitória em cima de um rival de 3x0, uma vitória maiúscula, ela é muito significativa, individualmente e coletivamente também, para a gente dar uma retomada na competição".
Oito finais pela frente
Com oito rodadas restantes na Série B, Nicolas sabe que o Criciúma não pode desperdiçar oportunidades na luta pelo acesso. O atacante destacou o equilíbrio da competição e afirmou que o time precisa manter a reação iniciada contra o Avaí.
“Um time que quer subir não pode ficar tanto tempo sem vencer. A gente volta a vencer, vencer bem, mas não está nada tudo resolvido. Acho que tem muita coisa que a gente precisa ajustar ainda, com a chegada do professor também".
Para o atacante, a reta final será marcada por partidas decisivas.
“Agora é uma reta final de oito jogos, serão oito finais, extremamente difícil, uma competição extremamente equilibrada. A gente só não pode deixar essa peteca aí, tentar aproveitar esse momento, essa fase, para que as coisas continuem acontecendo e a gente consiga as vitórias e os pontos necessários.
Nicolas assume responsabilidade pelos números ofensivos
Questionado sobre a dificuldade do Criciúma para marcar gols ao longo da competição, Nicolas ressaltou que o problema precisa ser analisado de forma coletiva, mas também assumiu sua parcela de responsabilidade como centroavante.
O jogador afirmou que tem poucos jogos como titular na Série B e que, mesmo entendendo que poderia ter recebido mais oportunidades, também se cobra pelo desempenho.
“Eu me cobro muito ali na frente, porque quem finaliza a jogada normalmente é o 9, é o centroavante. Eu tenho poucos jogos como titular na Série B, eu estou com 3 gols, se não me engano, na Série B, 9 gols no ano".
Nicolas também destacou o trabalho realizado nos treinamentos para melhorar a finalização.
“Todos os dias a gente trabalha muito finalizações. Como é um esporte coletivo, a gente precisa, assim como a gente ajuda a defender, para não tomar gol, a gente precisa da construção dos companheiros para a gente criar em situações de gols e ser competentes para resultar isso em gols".
Confiança para a reta final
Um ano depois de sofrer uma lesão no rosto que o tirou de boa parte da reta final da Série B de 2025, Nicolas afirma estar fisicamente e mentalmente preparado para encarar os últimos jogos desta temporada.
“Eu me considero um atleta muito importante em vários quesitos. E hoje eu estou muito bem. Me sinto muito bem mentalmente, muito bem fisicamente também".
O atacante espera contribuir de diferentes maneiras nas oito rodadas restantes.
“Eu espero que eu possa contribuir da melhor maneira possível, dentro de campo, fora de campo, com gols, ou com assistência, ou com participações boas. O importante agora é a gente conseguir a pontuação necessária".
Relação com a torcida ganha destaque
Outro ponto abordado por Nicolas foi a mudança no ambiente após a vitória sobre o Avaí. O atacante destacou a importância da proximidade entre jogadores e torcida e afirmou que o apoio das arquibancadas pode ser decisivo na reta final.
“Essa torcida é fantástica. Quando a gente anda junto, se abraça, é surreal".
Nicolas contou que, logo após o apito final diante do Avaí, tomou a iniciativa de ir até os torcedores para comemorar a vitória.
“Quando termino o jogo, eu saio com o Márcio, dentro de campo, eu já falo para ele: cara, vamos se abraçar com eles agora. É o momento que a gente tem que aproveitar, porque é muito difícil, já é difícil com a torcida, sem a torcida acaba se tornando impossível uma competição dessas".
O atacante também lembrou de um dos jogos mais marcantes que disputou pelo Criciúma, a vitória por 4 a 2 sobre o Athletico-PR na temporada passada, quando a equipe conseguiu virar uma partida após sair perdendo por 2 a 0.
“É isso, é esse espírito que a gente tem que ter daqui até o final. [...] A sinergia que a gente joga quando está junto com a torcida, ela é surreal".
Nicolas defende trabalho de Eduardo Baptista
Questionado se o problema do Criciúma estava relacionado ao então técnico Eduardo Baptista, Nicolas evitou apontar responsabilidades individuais e valorizou o trabalho realizado pelo treinador.
“Eu acho que o Eduardo, ele contribuiu. Ele nos deixou com 47 pontos, isso é algo a se valorizar".
O atacante afirmou ainda que a mudança no comando faz parte da dinâmica do futebol e que o elenco precisa agora abraçar o novo momento com Umberto Louzer.
“Chegou no momento que o futebol é normal, natural, mudança, aconteceu essa mudança, e agora a gente tem que abraçar essa nova mudança para que as coisas aconteçam".
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