O Criciúma entra em campo nesta segunda-feira (21), contra o Operário/PR, precisando recuperar duas características que foram importantes durante boa parte da campanha no primeiro turno da Série B: a solidez defensiva e a eficiência nas bolas paradas.
A defesa foi um dos principais pontos de equilíbrio do Criciúma nos primeiros 19 jogos da competição. O time sofreu apenas 12 gols no primeiro turno, uma média de 0,63 gol por partida.
No returno, porém, o cenário mudou. Em nove jogos, o Criciúma já sofreu 13 gols, média de 1,44 por partida. O número de gols sofridos no segundo turno já supera, portanto, o total registrado nas 19 partidas da primeira metade da competição.
Além da queda defensiva, o ataque também passou a produzir menos. Nos nove jogos do returno, o Tigre marcou apenas cinco gols.
Outro fundamento que perdeu força é a bola parada ofensiva. O último gol do Criciúma nesse tipo de jogada foi marcado no dia 6 de junho, na vitória sobre o Londrina. Na ocasião, Rômulo Otero cobrou escanteio e Willean Lepo marcou de cabeça.
Antes disso, o Criciúma também havia balançado as redes em outras três cobranças de escanteio: Fellipe Mateus cobrou para Bruno Alves marcar contra o CRB; Otero encontrou Cauê Santos diante do Cuiabá; e novamente Otero participou da jogada que terminou com gol de Nicolas contra o Atlético-GO.
Além dos gols de escanteio, Otero também marcou diretamente em cobranças de falta contra Botafogo-SP e Avaí.
Ou seja, o Criciúma construiu parte importante de sua força ofensiva no primeiro turno aproveitando as bolas paradas. Agora, diante do Operário/PR, a equipe busca reencontrar esse caminho justamente em um momento em que precisa voltar a ser mais eficiente defensivamente e aumentar a produção no ataque.
A partida desta segunda-feira será mais uma oportunidade para o Tigre interromper a sequência de resultados negativos no returno e recuperar características que foram fundamentais para a campanha da primeira metade da Série B.