A consistência defensiva tem sido uma das principais marcas da campanha do Criciúma na Série B. Nesse momento, a defesa tricolor, ao lado do Juventude, é a menos vazada da competição: apenas 12 vezes. Ao longo da competição, o técnico Eduardo Baptista precisou fazer alterações no setor defensivo por lesões e suspensões, utilizando seis diferentes formações na linha de três zagueiros. Os números, porém, apontam uma combinação que se destaca das demais.
O trio formado por César Martins, Rodrigo e Luciano Castán é o que apresenta o melhor desempenho. A formação foi utilizada em seis partidas e conquistou seis vitórias, mantendo 100% de aproveitamento. A sequência inclui os triunfos sobre Avaí (2 a 1), Londrina (1 a 0), América-MG (1 a 0), São Bernardo (1 a 0), Sport (1 a 0) e Novorizontino (1 a 0).
Além do aproveitamento perfeito, o desempenho defensivo impressiona. Em seis jogos, a equipe sofreu apenas um gol, justamente na vitória sobre o Avaí, e saiu de campo sem ser vazada em cinco oportunidades, média de apenas 0,17 gol sofrido por partida.
Outra formação que também mantém 100% de vitórias é a composta por Bruno Alves, Rodrigo e Luciano Castán. O trio esteve em campo nas vitórias por 2 a 1 sobre a Ponte Preta e 2 a 0 diante do Vila Nova. Assim como a formação principal, sofreu apenas um gol, média de 0,5 por jogo.
O trio Ruan, Bruno Alves e Luciano Castán foi utilizado em quatro partidas. O retrospecto é de uma vitória, dois empates e uma derrota, com 25% de aproveitamento. A equipe venceu o CRB, empatou com Cuiabá e Juventude e foi derrotada pelo Fortaleza. Nesse período, a defesa sofreu cinco gols, a maior marca entre todas as combinações utilizadas.
A formação com Bruno Alves, Rodrigo e César Martins entrou em campo em três oportunidades. O Criciúma venceu o Náutico e empatou com Athletic e Ceará, fechando a sequência com uma vitória e dois empates, o equivalente a um aproveitamento de 33,3%. A defesa foi vazada duas vezes.
Já os trios Bruno Alves, César Martins e Luciano Castán e Ruan, César Martins e Luciano Castán tiveram desempenhos idênticos. Cada um disputou duas partidas, com uma vitória e um empate, alcançando 50% de vitórias. Ambos sofreram apenas um gol no período.
| Trio de zaga | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Gols sofridos | Média de gols sofridos | % de vitórias |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| César Martins / Rodrigo / Luciano Castán | 6 | 6 | 0 | 0 | 1 | 0,17 | 100% |
| Bruno Alves / Rodrigo / Luciano Castán | 2 | 2 | 0 | 0 | 1 | 0,50 | 100% |
| Bruno Alves / César Martins / Luciano Castán | 2 | 1 | 1 | 0 | 1 | 0,50 | 50% |
| Ruan / César Martins / Luciano Castán | 2 | 1 | 1 | 0 | 1 | 0,50 | 50% |
| Bruno Alves / Rodrigo / César Martins | 3 | 1 | 2 | 0 | 2 | 0,67 | 33,3% |
| Ruan / Bruno Alves / Luciano Castán | 4 | 1 | 2 | 1 | 5 | 1,25 | 25% |
Defesa sólida é uma das marcas do líder
Os números evidenciam que a manutenção da base defensiva tem feito diferença na campanha do Criciúma. A formação com César Martins, Rodrigo e Luciano Castán reúne os melhores indicadores entre todas as combinações testadas: 100% de vitórias, apenas um gol sofrido em seis jogos e cinco partidas sem ser vazado.
O levantamento também mostra que as duas formações que contam com Rodrigo e Luciano Castán ao lado de César Martins ou Bruno Alves seguem invictas e venceram todas as partidas em que atuaram juntas.
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