Mesmo com quatro jogos sem vencer, o zagueiro Luciano Castán destacou a sequência de cinco partidas sem derrota do Criciúma na Série B e afirmou que o elenco mantém confiança no trabalho para buscar recuperação já no clássico diante do Avaí, em Florianópolis.
O defensor reconheceu as dificuldades da série de jogos fora de casa e lamentou os empates recentes, principalmente pelas chances desperdiçadas de vitória.
“A gente sai de casa sempre para buscar as nossas vitórias e infelizmente não temos conseguido. Temos parado no empate algumas vezes, e a vitória fica perto, dá esse gostinho ruim de ter podido ganhar dois pontos a mais”, afirmou.
Segundo Castán, o grupo já previa um período complicado no calendário e tratou o tema internamente antes mesmo da sequência começar.
“Quando sai a tabela, a gente vê essa sequência de jogos e sabia que ia ser difícil, desafiadora. O número de jogos fora torna tudo bastante difícil também”, disse.
Apesar da ausência de vitórias recentes, o zagueiro reforçou que o elenco segue acreditando em uma campanha forte na competição.
“Nós estamos na luta, trabalhando para melhorar a cada dia. Uma campanha vitoriosa exige um mando forte, mas também um visitante que roube pontos e consiga vitórias fora”, completou.
Sem projeção de pontos
Questionado sobre a possibilidade de estabelecer uma meta de pontuação para as próximas rodadas — diante de adversários que ocupam a parte inferior da tabela — Castán evitou fazer contas e defendeu foco jogo a jogo.
“Projeção de pontos é complicado falar. A gente prefere ir de jogo a jogo, buscando a vitória e uma boa performance”, explicou.
Para o defensor, a Série B segue extremamente equilibrada e ainda distante de qualquer definição.
“Dois jogos sem pontuar já levam você mais para baixo, mas duas vitórias consecutivas colocam lá em cima. Vejo o campeonato muito igual e embolado ainda”, avaliou.
Horário das 11h não agrada
Castán também comentou o desmembramento das rodadas e os jogos marcados para as 11h da manhã.
Embora tenha ressaltado que os clubes pouco interferem nas decisões televisivas, o capitão deixou clara sua opinião.
“Particularmente, 11 horas não é um horário muito confortável, muito bom para se jogar futebol em alto rendimento”, declarou.
Confiança no clássico e apoio da torcida
Ao recordar a última vitória do Criciúma na casa do Avaí, Castán destacou o papel da torcida como combustível para a equipe reencontrar o caminho das vitórias.
“A gente tem que acreditar sempre, independente dos resultados”, disse.
O defensor relembrou o ambiente favorável daquela vitória e espera cenário parecido no sábado.
“Nosso torcedor sempre comparece, sempre se desloca para lá. Foi importante naquele momento e creio que para sábado também vai ser um fator importante”, afirmou.
Castán rebate debate sobre esquema e banca Eduardo Batista
Um dos temas mais debatidos no entorno do clube é a utilização do esquema com três zagueiros. Sobre a possibilidade de mudança admitida por Eduardo Batista em conversa informal com setoristas, Castán tratou de blindar o treinador e relativizou o debate.
“Quando você fala que tem sido muito debatido, eu acho que é mais por parte de vocês, da imprensa”, respondeu.
O capitão afirmou que internamente existe convicção no trabalho do treinador.
“Aqui dentro nós temos muita convicção e confiança no trabalho que está sendo feito. O professor Eduardo é um excelente treinador”, destacou.
Castán ainda garantiu que o grupo dá respaldo total ao comandante, independentemente da formação escolhida.
“O professor tem a confiança do grupo. Independente da forma ou do esquema que ele jogar, nós temos que fazer da melhor maneira possível, com disposição, garra e entrega”, afirmou.
Para o zagueiro, uma retomada de vitórias tende a encerrar as discussões em torno do modelo de jogo.
“Quando as vitórias voltarem, tudo isso passa e a convicção vem mais forte ainda”, concluiu.
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