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Vivercom, informação e cidadania para quatro mil pessoas

Entre segunda e sexta-feira, estudantes foram inseridos nas realidades locais
Por Redação Criciúma, SC, 22/02/2019 - 22:21Atualizado em 22/02/2019 - 22:24
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Uma ideia para mudar vidas. Assim, com o objetivo de criar um impacto social por meio de informações, serviços e cidadania, o projeto Vivercom (Vivências e Experiências na Comunidade) foi idealizado na Unesc. Durante cinco dias, entre segunda e sexta-feira (18 a 22/2), mais de 70 estudantes da Graduação, Pós-graduação e residentes do Programa de Residência Multiprofissional foram inseridos na realidade de oito municípios, do Sul de Santa Catarina e Norte do Rio Grande do Sul, e envolveram mais de quatro mil pessoas entre oficinas e atividades educacionais, profissionais e de conscientização.

“O Vivências e Experiências é um projeto já muito sonhado por nós, que agora se consolida. A experiência é transformadora para nossos acadêmicos e também para as comunidades dos municípios onde foram desenvolvidas. Acompanhamos o dia a dia dos estudantes, residentes e professores, e seus relatos são emocionantes. Entendemos que este projeto é mais uma iniciativa que promove a missão de uma Universidade Comunitária”, avaliou a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta.

A assessora de direção do Colégio Estadual Ana Machado Dal Toe, de Morro Grande, Edneia Olivo, acolheu os participantes durante a estadia e ressaltou a importância do incentivo à educação. “Podemos destacar momentos interessantes, que trouxeram contribuições benéficas para a qualificação de nossos professores. Ideias inovadoras como o uso da música no ensino e novas abordagens vão agregar ao dia a dia letivo em nossa escola. O trabalho realizado com os estudantes também foi de grande auxílio. Falar sobre assuntos como sexualidade, preconceitos, igualdade, educação e formação profissional são ações que podem fazer uma fundamental diferença na vida destes jovens”, frisou Ana.  

Além de Morro Grande, outras cidades como Jacinto Machado, Timbé do Sul, São João do Sul e Ermo também receberam o projeto em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, o Vivercom passou por Itati, Mampituba e Torres. “Queremos auxiliar estas comunidades em suas necessidades de forma proativa, escutando seus desejos e o que é constatado pelos acadêmicos como possíveis contribuições. Nesta primeira edição, construímos dados e conquistamos o sentimento de dever cumprido. A partir dos resultados, vamos qualificar o projeto e quem sabe repeti-lo nos próximos anos”, afirma a diretora de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias da Unesc, Fernanda Sônego.

Resultado supera expectativas

Cuidar das pessoas e expandir a experiência acadêmica dos estudantes da graduação e Pós-graduação. Com este objetivo inicial concluído, os números foram muito além da expectativa: 127 oficinas realizadas, 4.613 pessoas beneficiadas e 14 municípios atendidos em 8 municípios sede.

O assessor de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias, Rafael Amaral, comemorou o bom resultado e destacou o trabalho em conjunto dos acadêmicos. “Conseguimos unir nossos acadêmicos de Graduação, Pós-Graduação e Residência em um único objetivo. Ao criar uma interação direta com a comunidade podemos nos fazer mais presentes, contribuir e modificar a realidade regional do Sul de Santa Catarina”, destaca.

Segundo Amaral, as atividades abordaram temas como o meio ambiente, empreendedorismo na comunidade, reciclagem, culinária, aproveitamento de alimentos, oratória, primeiros socorros, saúde da mulher, educação sexual, violência, expressões artísticas, esportes, direitos e deveres do cidadão, história e mídias sociais no contexto escolar.

Lado acadêmico

Com um papel fundamental no Vivercom, os estudantes contribuíram com as ações e comprar a ideia na busca pela melhora na qualidade de vida das pessoas de cada localidade. A acadêmica Emanuela Gava Caciatori, de 22 anos, está prestes a concluir o curso de Direito e buscou uma nova experiência antes de concluir a graduação. “A participação está sendo muito rica. Aqui temos que pensar rápido, articular ideias, estudar a sociedade ao redor e trocar informações com a comunidade. É uma nova rotina e uma fuga da zona de conforto, mostrando que a formação universitária é de grande valor, mas não a única. O intercâmbio entre conhecimentos e fomento de saberes é muito importante para o futuro profissional”, afirma.