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Velocidade alta preocupa moradores

Motoristas desrespeitam trecho da Via Rápida onde limite máximo permitido é de 60 quilômetros por hora
Por Bruna Borges Criciúma, 29/11/2018 - 07:30
Guilherme Hahn / A Tribuna
Guilherme Hahn / A Tribuna

Próximo de completar um ano da inauguração da rodovia que se tornou o principal trecho de acesso entre a BR-101 e Criciúma, um problema de desrespeito à sinalização preocupa moradores de uma das comunidades vizinhas da Via Rápida. 

No Bairro Ana Maria, onde inicia a estrada, o limite máximo de velocidade permitido é de 60 quilômetros por hora, porém, muitos motoristas ignoram as placas e aceleram seus veículos. O trecho ali é urbanizado, com casas, comércio e outras instituições próximas, o que aumenta o risco de acidentes e atropelamentos.

“Ali o limite é 60, mas o pessoal não passa a 60, eles passam muito mais rápido”, comenta o presidente da associação de moradores do Ana Maria, Juarez de Jesus. “E ali tem a Nossa Casa (instituição que recebe crianças afastadas de suas famílias), tem uma igreja também e um material de construções, é muito perigoso”, complementa.

Susto com acidente

A preocupação dos moradores da localidade se agravou após o acidente registrado na noite da última terça-feira, envolvendo um ônibus. O veículo colidiu em um Renault Sandero nas proximidades da Via Rápida e depois invadiu o pátio de uma casa, derrubando o muro. 

O motorista do ônibus foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Próspera e os demais 17 passageiros, assim como o motorista do carro, tiveram apenas escoriações leves. Nenhum morador da casa se feriu.

Ciclovia perigosa

No trecho em que a velocidade é de 60 quilômetros por hora existe também uma ciclovia. Mas, para o presidente do bairro, ela não está cumprindo com o seu papel da melhor forma possível.

“Naquela parte onde tem a ciclovia o pessoal tem reclamado muito. Aquela ciclovia ali é muito estranha, ela tem o espaço de uma pista de carro e na outra parte tem a pista mesmo, mas o que acaba acontecendo é que os carros ficam muito apertados”, relata de Jesus.

“E com os carros passando ali muito perto, porque o espaço é pequeno, fica perigoso demais transitar pela ciclovia, porque os carros passam muito rápido”, complementa. “Eu até já ouvi a secretária Kátia (Smielevski, secretária de Infraestrutura de Criciúma) falar que a ciclovia está em fase de testes. O que a gente pensa não é em acabar com a ciclovia, mas do jeito que está é muito perigoso”, comenta.