O ano de 2025 veio com uma surpresa para o Laudecir Machado, de 61 anos, e sua família. Ele foi diagnosticado com fístulas arteriovenosas ortodurais, condição em que veias ramificadas desviam sangue do fluxo normal, sobrecarregando vasos saudáveis. Tudo começou com apresentações de dificuldade para fazer funções normais que já estava acostumado a fazer. “Em fevereiro, ele começou a apresentar dificuldades para realizar atividades do dia a dia, como jogar bola com a nossa família, além de tontura e problemas de visão. Ele foi no médico e fez exame de sangue e raio x, como deu alteração, o médico quis investigar melhor o caso dele”, relata o filho, Juliano de Oliveira Machado.
Após esse primeiro passo, foi uma corrida contra o tempo para descobrir o diagnóstico. “Depois disso, ele fez uma bateria de exames e foi descobrindo o problema”, continua ele. Em poucos meses a doença foi agravando e atualmente ele enfrenta limitações na locomoção, fala e escrita, já que o cérebro não consegue enviar os comandos corretos ao corpo. “A única solução, que pode salvar a vida do meu pai, são os procedimentos que estamos com dificuldade de conseguir pelo SUS e são de alto valor”, explica Machado.
Laudecir, precisa realizar o procedimento de embolização. Serão necessárias de quatro a seis sessões, com intervalos de 40 a 45 dias, até a recuperação completa. Cada procedimento custa aproximadamente R$ 90 mil. Nesta sexta-feira (29) foi realizada a primeira sessão. “A embolização consiste na introdução de uma sonda até a cabeça para aplicar uma cola que fecha as veias ramificadas, protegendo as normais. É um procedimento bem delicado que consiste nesse bloqueio intencional nos vasos sanguíneos.”, relata o filho.
De acordo com ele, o tratamento está sendo realizado de forma particular, já que a fila pelo SUS é longa e pode levar anos, colocando a vida do Laudecir em risco. Para conseguir atendimento público, seria necessário passar por duas etapas, primeiro, uma avaliação inicial em Criciúma e, em seguida, encaminhamento para um especialista em Florianópolis. “Já passamos a primeira etapa, mas para chegar na segunda etapa, que é o especialista em Florianópolis, a espera é de um ano, fora a fila do procedimento em si. Meu pai não tem esse tempo de vida”, diz.
Vakinha solidária
Para viabilizar a continuidade do tratamento, a família criou uma campanha de arrecadação online. Os recursos vão ajudar a custear as próximas sessões, garantindo que o procedimento não seja adiado. “É um tratamento que não pode esperar, cada doação é fundamental para que meu pai continue recebendo o cuidado necessário e consiga sobreviver a esta doença”, afirma Juliano Machado.
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