Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

Uma pequena grande personalidade de Criciúma presente no Avesso

Frederico Medeiros, mais conhecido como Fredinho, foi o entrevistado do programa Do Avesso nesta quinta-feira
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 22/10/2020 - 19:03Atualizado em 22/10/2020 - 19:10
Fotos: Vitor Netto / 4oito
Fotos: Vitor Netto / 4oito

Talvez você não conheça ele por nome, mas com certeza você já viu ele andando pelo centro de Criciúma. Frederico Andre Fernandes Medeiros, ou mais conhecido como Fredinho, é uma personalidade ilustre de Criciúma. Com o seu jeito simples e irreverente, ele fala abertamento sobre o nanismo, ou no popular, o fato de ser anão. Ele foi o convidado do programa Do Avesso desta quinta-feira, 22, na Rádio Som Maior. 

No dia 31 de julho de 2017, o presidente Michel Temer sancionou a Lei que torna oficial o Dia Nacional do Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo, celebrado em 25 de outubro. Nanismo é um transtorno que se caracteriza por uma deficiência no crescimento, que resulta numa pessoa com baixa estatura se comparada com a média da população de mesma idade e sexo.  

O nanismo pode afetar mulheres e homens. Em muitas situações, porém, as pessoas com nanismo são obrigadas a lidar com o preconceito e a discriminação social. "Eu nunca sofri preconceito. Não porque da maneira que eu fui criado pelos meus pais e irmãos, eu sempre fui tratado da maneira normal, que não deixa de ser. E eu agradeço muito a Deus por ter nascido assim, fiz muitas amizades e sou do jeito que sou", enfatizou. 

Desde cedo Fredinho desde cedo já tinha consciência de sua condição. "Foi depois que eu nasci, que foi feito exames e foi constatados. Até teve um médico que disse para ela que ela tinha que encarar que eu não andaria. Teve um dia que eu tava ajoelhado, eu levantei e andei", contou. 

Conforme ele, nunca se importou muito em buscar e "esquentar a cabeça" com o fato de ser anão. "Deixei a vida me levar. Eu enxergo, falo, escuto, sou uma pessoa do bem. Isso ai não me interfere em nada. 'Ah tem que pegar algo lá em cima', poxa tem escada, cadeira sobe e pega", afirmou. 

O preconceito e bullying está presente, não só na condição do Fredinho, mas de todas as pessoas e suas características. Mas Fredinho não liga para isso. "Ter tem. Se tu levar na ponta da caneta tu não vive. O complexo vai ser maior, então ignora, isola. Se levar para dentro do coração, não adianta. Seja feliz. A tua felicidade parte de ti. Se tu não te amar, ninguém vai te amar", concluiu.