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Uma guerra psicológica no sul catarinense

Assunto é tema de documentário produzido por acadêmicos de Jornalismo
Por Redação Criciúma - SC, 09/04/2018 - 16:03Atualizado em 09/04/2018 - 16:10
(foto: Luana Mazzuchello)
(foto: Luana Mazzuchello)

O Brasil participou da Segunda Guerra já em seu fim, mas os imigrantes e descendentes de alemães, italianos e japoneses sofreram durante todo o período entre 1939 e 1945. Santa Catarina é um dos estados que contava com o maior número de imigrantes. Esse assunto foi tema do documentário “Além dos Fronts – Relatos da Segunda Guerra no Sul de SC”, produzido pelos acadêmicos de Jornalismo Erik Behenck e Leonardo Caprara, com a orientação de Elton Gonçalves. A dupla contou essas histórias no Do Avesso.

O período com maior imigração alemã para o Brasil foi entre o fim da Primeira Guerra e 1933, quando chegaram em torno de 80 mil alemães. Com o avanço da expansão alemã por toda a Europa, em 1938 os partidos políticos foram extinguidos do Brasil.

“São poucos relatos de pessoas que querem manter essa memória viva. Nereu Ramos reprimiu muito as colônias. Isso também teve impacto econômico”, disse Caprara.

O Brasil era o país com mais membros do partido nazista excluindo a Alemanha, possuindo aproximadamente três mil integrantes, sendo mais de 500 deles em Santa Catarina. Em 1939 um decreto de lei proibiu a utilização de nomes estrangeiros. “O partido nazista no Brasil foi criado em Santa Catarina. O Brasil era o país do mundo com mais integrantes fora da Alemanha”, destacou Behenck.

O período de guerra foi bom para Criciúma, devido a produção do carvão mineral. Sua população, em 1926, era de 8.500 habitantes, saltando para 27.753 em 1940 e praticamente dobrando nesta década. Entre 27 de janeiro de 1942 e 27 de janeiro de 1943, foram realizadas 1.227 detenções e abertos 27 inquéritos por reincidência do uso do idioma alemão ou italiano em Santa Catarina.

O soldado Iracy Luchina, nascido em Araranguá foi para Guerra e acabou morrendo em Monte Castelo, na italiana. Também na região, em Timbé do Sul, existia uma prisão extraoficial, onde homens eram levados para trabalhar na abertura de valos e plantações.

A dupla pretende manter a produção de documentários do tipo, focando em Luchina e também no desenvolvimento econômico da região. “Praticamente um entrevistado rende um documentário sozinho”, completou Caprara.

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