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Tigre negocia redução salarial com jogadores e cotas da CBF por seis meses

Presidente Dal Farra falou sobre o futuro do clube neste período incerto de quarentena
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 01/04/2020 - 11:03Atualizado em 01/04/2020 - 12:34
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Criciúma está de férias coletivas. O presidente do Tigre, Jaime Dal Farra, projetou o futuro do clube neste período incerto de quarentena, em coletiva concedida no estádio Heriberto Hülse, nesta quarta-feira, 1º. Dal Farra falou sobre a manutenção do calendário, com a conclusão dos estaduais no retorno, possível negociação com atletas para a redução dos salários em até 25%, e a solicitação de verbas para a CBF. O clube, também, mantém aberta a possibilidade de ceder o estádio Heriberto Hülse para a montagem de atendimento emergencial à Covid-19.

Dal Farra afirmou ser difícil ter uma projeção exata do clube nos próximos meses. "A nossa projeção depende do que o governo editar de medidas. Há a recomendação do Ministério da Saúde de que eventos de massa fique pelo menos os próximos 90 dias sem ter. Eu acho que no futebol não vai ocorrer isso, mas teve essa recomendação na semana passada", apontou.

O Tigre está, a partir desta quarta-feira, de férias coletivas. A situação permanecerá até o dia 20 de abril, quando há a expectativa de retorno para uma espécie de pré-temporada e, em seguida, retornar o Campeonato Catarinense, que paralisou antes que os mata-matas começassem. Para Dal Farra, o Campeonato deve seguir de onde parou, com o Tigre enfrentando o Marcílio Dias pelas quartas de final.

"Nós (os clubes) conversamos pelo whats sobre essa parada. Não temos nenhuma definição de cancelamento nem do que será feito. O que a gente conversa é sobre o estadual voltar, que sejam terminados da forma como estava programado. Depois viria o Brasileiro, se fala que inclusive o Brasileiro seja estendido até o final de dezembro. se voltar dia 20 isso pode ser possível, se demorar mais tempo pode ser feita alguma modificação", afirmou.

Os salários de março no clube permanecem inalterados. Para abril, a expectativa é de acertar com os jogadores a redução de pelo menos 25% dos vencimentos. A ideia do clube é pagar em dia e houve a sinalização positiva da comissão técnica para a redução dos valores. O Tigre trabalha em conjunto com clubes da Série C para que a CBF preste auxílio aos cofres, com a liberação de R$ 250 mil por mês pelos próximos seis meses para cada agremiação. 

"Caiu drasticamente as receitas. Que dê R$ 250 mil por mês para cada clube pelos próximos seis meses. Definimos ontem e a maioria já assinou hoje. Realmente, estamos mantendo toda a estrutura do clube. A CBF tem um poderio grande, bastante valor aplicado, de ajudar. Os clubes vinham com dificuldades já, a Série C é um fator financeiro complicado. Se não pagar essas parcelas, vai ser difícil para vários clubes suportar esse momento. A gente vê na Europa auxílio aos clubes", afirmou.