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“Temos uma região rica em água, mas não temos armazenamento”, diz presidente do Legislativo de Turvo

Câmara de Vereadores irá formar comissão em busca de informações junto a órgãos estaduais e federais
Redação
Por Redação Turvo, SC, 02/09/2021 - 15:11
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Reivindicada há 30 anos pela população do Extremo Sul Catarinense, a Barragem do Rio do Salto ainda não saiu do papel.

Porém, o presidente da Câmara de Vereadores de Turvo, Samuel Neotti, afirmou que a Casa formará uma comissão para obter informações dos órgãos competentes sobre a situação envolvendo a obra. Em entrevista ao Programa Conexão Sul, da Rádio Som Maior, desta quinta-feira, 2, Neotti declarou que toda a sociedade organizada vai participar para pressionar o Governo do Estado. “O IMA já deu seu parecer, dizendo que a construção da barragem não traz impacto nem para a fauna, nem para a flora, e agora talvez só falte um pouco de empenho da sociedade organizada para que a gente consiga trazer o Governo do Estado para o nosso lado e a licença ambiental para que gente consiga dar continuidade nessa barragem que há três décadas estamos à espera”, garantiu.

O vereador disse ainda que entrou em contato com a Casan em busca de um relatório oficial de como está a situação da indenização da comunidade desalojada para a construção da barragem, mas ainda não obteve a informação. “Segundo a gerente da unidade do município, a instituição ainda está em contato com a Comarca de Turvo através do juizado para ver quais informações podem nos passar”, relatou.

Timbé do Sul, Morro Grande, Turvo, Meleiro e Araranguá seriam as cidades beneficiadas pela construção da barragem que necessita de R$ 200 milhões para sair do papel.

O presidente da Câmara de Vereadores Neotti e a comissão entrarão em contato com os demais municípios interessados para que formem comissões pró-barragem. “Precisamos de uma união do Governo Estadual com o Governo Federal e temos que buscar apoio. Estamos há 90 dias com chuvas de baixa intensidade e não temos água suficiente para a produção de arroz. Temos uma região rica em água, mas não temos armazenamento”, alertou.