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Tecnologia torna escolha do antidepressivo mais objetiva

Doutor João Quevedo fala sobre nova parceria e Aula Magna na Unesc
Por Redação Criciúma - SC, 27/04/2018 - 09:42Atualizado em 27/04/2018 - 11:20
(foto: Clara Floriano)
(foto: Clara Floriano)

O professor doutor João Quevedo, referência mundial em Saúde Mental e fundador do Instituto de Neurociências Doutor João Quevedo está em Santa Catarina cumprindo uma agenda de compromissos. Ontem, ele firmou uma parceria com o laboratório de genética e bioinformática GnTech, que é de Santa Catarina e pioneira no uso da tecnologia farmacogenómica para identificação de um tratamento mais adequado para depressão no Brasil.

“O que acontece hoje é que, quando se tem um paciente com depressão, você toma a decisão a respeito de que remédio vai prescrever baseado em uma série de fatores que não necessariamente são muito objetivos. É um processo de tentativas e erros. Por isso, muitas vezes acontece do tratamento não funcionar ou causar efeitos colaterais. Com esta tecnologia é feita uma avaliação do DNA do paciente e é possível identificar que aquele paciente tem uma chance maior de responder a algumas medicações ou ter feitos colaterais. Ou seja, torna o processo de escolha do antidepressivo mais objetiva”, explicou.

Depressão

Segundo Quevedo, pelo menos 10% das pessoas vão ter depressão alguma vez na vida. No caso dos homens são cerca de 7% e das mulheres 15%. “É uma doença comum e muitas vezes mal compreendida”, disse.

Quevedo disse que muitas vezes a pessoa tem depressão, mas não sabe. “No critério de diagnóstico de depressão, o que a define é que tu tenha a tristeza e/ou- esse e/ou é importante- perda de interesse e prazer. Algumas pessoas não estão tristes, mas não sentem prazer em fazer o que gostavam”, explicou.

Aula Magna

Tratamentos inovadores para depressão resistente ao tratamento pautarão a Aula Magna da especialização em Saúde Mental que acontece hoje na Unesc. O professor doutor João Quevedo estará na universidade para a aula.

Quevedo é médico psiquiatra, doutor em Ciências Biológicas, e professor e vice-presidente no Departamento de Psiquiatria da Universidade do Texas, em Houston. Ele desenvolve pesquisas nos Estados Unidos e no Brasil sobre transtorno bipolar e depressão. É membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências, editor chefe da Revista Brasileira de Psiquiatria, vice-diretor científico da Associação Catarinense de Psiquiatria e secretario da Sociedade de Psiquiatria de Houston.

Na Unesc já foi coordenador do curso de Medicina e é professor titular de Psiquiatria e coordenador do Laboratório de Neurociências. Além de atuar nos programas de Pós-graduação, Mestrado e Doutorado da Unesc, o professor possui um trabalho reconhecido no tratamento de pacientes junto ao Instituto de Neurociências Doutor João Quevedo.