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Sucateamento do Samu pode levar a perda de pacientes, alega advogado

Trabalhadores destacam falta de pagamento de férias, ausência de 13º salário e precarização dos veículos
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Florianópolis - SC, 04/06/2021 - 10:54Atualizado em 04/06/2021 - 10:57
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Há mais de um ano, funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Santa Catarina vêm alegando dificuldades referentes à precarização de seus ambientes de trabalho. As reclamações dos trabalhadores vão desde o não pagamento de férias e 13º salário até a falta de manutenção dos veículos - situações que, de acordo com o advogado de servidores da área, Henrique Alves, podem levar à perda de pacientes.

Segundo Henrique, alguns funcionários estão encarando o não pagamento de horas extras, tendo que trabalhar com EPI’s (equipamentos de proteção individual) inadequados e, também, em ambulâncias precárias. O caso já foi levado tanto para o Governo de Santa Catarina quanto para a empresa terceirizada responsável pela administração no estado, a OZZ Saúde.

“Sempre que sentamos para conversar, existe a morosidade nas respostas do Estado e da empresa. Existe aquela situação do estado dizer: já paguei. E a empresa diz: não, falta reajuste de contrato e equilíbrio. Essa conversa vem se arrastando há longas reuniões”, declarou o advogado.

Desde o ano passado, diversas manifestações já foram realizadas por parte dos servidores do Samu. No entanto, por ser um serviço essencial, os trabalhadores não podem paralisar inteiramente, sujeitos a multa diária prevista em lei.

“A população tem que entender que, não realizando essa manobra emergencial no contrato, do estado tomar uma decisão dentro de lei, infelizmente vamos começar a padecer com perdas de pacientes, porque não teremos um Samu ativo”, afirmou Henrique.”Quando alguém liga para o Samu tem um tempo para a chegada da ambulância, e esse tempo é determinante em relação a logística. Quando não se tem ambulância e o serviço fica sucateado, fica prejudicado. Direta ou indiretamente, a população será extremamente afetada”, completou.