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Sobras do Tempo: exposição que conta a história de Criciúma está oficialmente aberta na Unesc

Trabalho conta com visita virtual, disponível nos canais digitais do Setor de Arte e Cultura da Universidade
Redação
Por Redação Criciúma - SC, 28/07/2020 - 11:25
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A noite desta segunda-feira, 27, foi de celebração da arte e dos 140 anos de história de Criciúma. A exposição “Sobras do Tempo” foi oficialmente aberta, e já conta a trajetória de uma das cidades mais importantes de Santa Catarina,  reconhecida no Brasil como Capital Brasileira do Carvão e posterior como Capital do Revestimento Cerâmico. Das raízes da cidade, estas duas matérias- primas foram transformadas em instalações, desenhos, pinturas, resgates, objetos, fotografias e lambe-lambe pelos artistas Edi Balod e César Pereira.

A coordenadora do Setor de Arte e Cultura da Unesc, Amalhene Baesso Reddig, chamou atenção para a oportunidade de falar sobre arte em meio a um dos maiores desafios da história humana. “Neste momento é necessário adaptar-se. E o adaptar-se também significa sair da zona de conforto. Agora nós temos que pensar e nos encorajar para outra forma de perceber, sentir e fazer as coisas. Não podemos desanimar, devemos continuar acreditando e nos preparando para todas as coisas que surgirão em nossa frente, vendo-as como oportunidades”, afirmou.

Durante o processo de criação da exposição, o trabalho foi registrado e transformado, pela Unesc TV, em conteúdo virtual. Duas visitas guiadas e uma cartilha foram produzidas, e serão disponibilizadas ao público externo e entregues às escolas da região. “Foi uma experiência marcante, e bem desafiadora. Este momento tem grande significado, em que a Universidade continua com o projeto Exposições Temporárias, do Espaço Cultural Toque de Arte, adaptando-o para estes dias que vivemos. A arte é muito importante, e neste momento se faz ainda mais necessária”, enalteceu a mediadora cultural, Alice Meis.

Ao longo da cerimônia de abertura, os dois artistas contaram sobre o planejamento e concretização do trabalho, e o público presente teve a oportunidade de interagir e fazer perguntas. Ao falar sobre o processo de criação, Balod afirmou que este momento é o meio, e não o fim. Novas inspirações serão percebidas até o fim da exposição. “É um trabalho interessante, simples e singelo, mas que tem uma expressão e dignidade para com as empresas e o setor econômico que formou a cidade e envolve a região. Com certeza teremos novas ideias até a conclusão desta montagem”, contou.

Para Pereira, foi uma grande satisfação por poder contribuir na contagem da história de Criciúma. “Foi um processo muito divertido. Poderíamos montá-lo mais tres ou quatro vezes. Espero que este trabalho possa resultar em importantes lições e resgates de nossa história”, frisou. 

A exposição faz parte de uma série com três capítulos, dentro do projeto Exposições Temporárias, do Espaço Cultural Toque de Arte, contemplado com o Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura / Artes – Edição 2019, da FCC (Fundação Catarinense de Cultura). Posteriormente ao reconhecimento, acompanhado do apoio financeiro, a Unesc disponibilizou o edital número 076/2020, também com o tema “Criciúma 140 anos de História, Patrimônio e Poéticas Urbanas”, oportunizando aos artistas a participação. 

Para visitar o conteúdo virtual, basta visitar o Instagram @culturaunesc. Presencialmente, a exposição está localizada no bloco Administrativo da Universidade. A curadoria foi de responsabilidade de Amalhene Baesso Reddig, Daniele Cristina Zacarão Pereira e Ana Meri Zavadil Machado. O evento de abertura foi conduzido pelo produtor cultural Maxwell Sandeer Flor.

Espaço Cultural Toque de Arte completa 20 anos

A exposição “Sobras do Tempo” marca o primeiro momento de comemoração dos 20 anos do espaço Cultural Toque de Arte, localizado no Bloco Administrativo da Universidade. É a criação número 128 a ser instalado no local. 

O espaço Cultural Toque de Arte abre as portas da Universidade para artistas nacionais e internacionais, recebendo exposições coletivas e individuais dos diversos gêneros de arte. O acervo artístico da Instituição, organizado pelo Setor de Arte e Cultura, tem 243 peças, e é construído por meio de doações externas e obras deixadas como uma contribuição por cada artista expositor.