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Seminário debate políticas públicas e violência doméstica contra as mulheres em Criciúma

Evento foi realizado na tarde desta quinta-feira na Acic
Redação
Por Redação Criciúma, SC, 28/03/2019 - 17:40Atualizado em 28/03/2019 - 17:43
Foto: Jhulian Pereira
Foto: Jhulian Pereira

Os efeitos da violência doméstica contra as mulheres e as políticas públicas voltadas ao seu enfrentamento foram temas de debates no seminário 'Violência Doméstica e Políticas Públicas'. Realizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) de Criciúma, o evento ocorreu na tarde desta quinta-feira (28), no auditório Jayme Zanatta, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), e reuniu profissionais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de representantes de entidades não governamentais e munícipes.

Nos dois primeiros meses de 2019, mais de 17,8 mil casos de violência doméstica e familiar foram registrados na Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, através do telefone 180. Em Santa Catarina, somente nos primeiros meses do ano, o Poder Judiciário registrou 4,9 mil processos de violência doméstica, além de 11 casos consumados de feminicídio e 65 casos de estupro de vulnerável. Os dados foram apresentados durante o seminário pela desembargadora e coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Salete Silva Sommariva.

De acordo com a desembargadora, que ministrou uma palestra e expôs casos emblemáticos de feminicídio e violência doméstica, a violência contra as mulheres ocorre em todas as classes sociais e precisa ser abordada por representantes do poder público e da sociedade civil. "Nós temos a responsabilidade de lutar por uma Santa Catarina e por um Brasil melhor para todos", comenta. "Hoje, de um lado a gente vê a violência doméstica, o feminicídio, a barbárie contra as mulheres. De outro lado, nós acompanhamos uma sociedade perplexa, preocupada e atenta aos casos de mulheres que morrem por causa da violência. Isso nos conforta, pois vemos uma sociedade mobilizada para combater a violência contra as mulheres", complementa.

Conforme a presidente do CMDM de Criciúma, Maria Estela Costa da Silva, o seminário buscou elencar iniciativas e fomentar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres. "É o primeiro seminário de muitos que vão ocorrer. A gente pôde desenhar um futuro melhor para as mulheres de Criciúma, principalmente se tratando de violência doméstica", ressalta. O CMDM de Criciúma tem a finalidade de acompanhar e monitorar políticas públicas, sob a ótica de gênero, destinadas a garantir a liberdade e igualdade de oportunidades e direitos entre homens e mulheres, de forma a assegurar à população feminina o pleno exercício de sua cidadania em Criciúma.

O seminário foi prestigiado pelo vice-prefeito de Criciúma, Ricardo Fabris, pelo prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin, pela diretora de Assistência Social da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Sandra Coimbra, pelo secretário municipal da Assistência Social e Habitação, Paulo César Bitencourt, pela diretora do Foro e juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Criciúma, Eliza Maria Strapazzon, pelo juiz titular da comarca de Meleiro, Marciano Donato, pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Criciúma, Rafael Búrigo Serafim, entre outras autoridades.