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Santa Catarina sofre com estiagem

Entre junho e setembro a precipitação normal é de 420mm, mas choveu em torno de 80mm
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 22/09/2017 - 15:47Atualizado em 22/09/2017 - 15:55

A Epagri divulgou, nesta sexta-feira (22), uma análise da estiagem que atinge Santa Catarina desde o mês de junho. Nos últimos 30 dias, em Criciúma e Região choveu apenas 53mm, 39,8% do esperado, que seria 133mm, o solo está seco e o nível dos rios está abaixo do normal. Segundo o climatologista Márcio Sônego, seria necessária uma chuva de 84mm para reverter a situação.

 “Historicamente, o nosso estado se caracteriza por chuvas bem distribuídas. Em Criciúma e região, a média é de 80mm de chuva em junho a 210mm em fevereiro. Entre junho e setembro, uma precipitação de 420mm seria normal, mas choveu em torno de 80mm, menos que 20% do ideal”, explicou.

Sônego explica que a situação acontece porque o estado está recebendo frentes frias de fraca intensidade, tanto em relação ao frio quando às chuvas.

A perspectiva é que outubro tenha boa precipitação. “O comum é 130mm, mas esperamos que chova 150mm. Nos próximos dez dias chove também, mas é pouca coisa, somando aproximadamente 20mm. Já em novembro e dezembro estamos com uma pulga atrás da orelha. Isso porque aparece a La Niña que é associada a pouca chuva”, conta Sônego.

Sul catarinense

Segundo relatório da Epagri divulgado nesta sexta-feira (22), no Sul Catarinense as culturas mais atingidas pela estiagem são o arroz irrigado, a banana e o leite.

Arroz irrigado: tem seu período de plantio preferencial nos meses de setembro e outubro, até o momento não há problemas com restrição hídrica. No entanto, algumas regiões podem apresentar problemas no abastecimento de água em condições de continuidade da estiagem. Na região, aproximadamente 18% da área já está sendo cultivada, na safra passada nessa mesma época o plantio já passava dos 40% da área cultivada.

Banana:  foi observado um pequeno impacto quanto ao crescimento dos frutos e sua qualidade.

Leite: no mês de agosto houve aumento na captação de leite pelas indústrias, comparativamente a julho. Com a estiagem atual o incremento previsto para setembro está sendo comprometido. Está prejudicada a disponibilidade das pastagens perenes e temporárias, o que eleva os custos de produção, pela maior utilização de ração e silagem na alimentação dos animais. A significativa queda dos preços aos produtores tende a repercutir negativamente na produção dos próximos meses, o que pode ser agravado com a eventual manutenção do quadro de estiagem.