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Salvaro e as razões do decreto de calamidade pública em Criciúma

"Tem paciente com Covid esperando em macas e cadeiras de rodas nos corredores", apontou o prefeito
Gregório Silveira
Por Gregório Silveira Criciúma, SC, 27/11/2020 - 08:18Atualizado em 27/11/2020 - 09:12
Arquivo / 4oito
Arquivo / 4oito

Em entrevista ao programa Adelor Lessa dessa sexta-feira, 27, na Rádio Som Maior, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, comentou sobre a situação de calamidade pública decretada pelo Executivo na noite dessa quinta-feira, 26.  

A medida, segundo Salvaro, se fez necessária pois a situação fugiu do controle. "Calamidade pública e ter dinheiro e não ter como contratar. Hoje falta profissionais da saúde. Temos sete leitos prontos para receber pacientes com coronavírus, mas não há quem opere. Pedimos inclusive para que a reitora da Unesc, Luciane Ceretta, antecipe a formação de profissionais da saúde pela universidade. A situação está muito crítica. Tem paciente com Covid esperando em macas e cadeiras de rodas nos corredores do hospital", alerta o prefeito de Criciúma.

A Administração Municipal de Criciúma busca ainda nessa sexta-feira ativar o Hospital do Rio Maina que passará a dar suporte aos hospitais que estão lotados. "Nunca imaginamos que fosse tão necessário decretar situação de calamidade pública no âmbito municipal. Mas infelizmente precisamos fazer para tornar menos burocráticas as medidas. No hospital do Rio Maina temos mais de 100 leitos e vamos colocar em atividade. Lá serão levados pacientes com coronavírus. Se o quadro do paciente melhorar vai para casa e se piorar buscaremos transferir para um leito de UTI especializado em Covid-19", afirma.

Clésio Salvaro voltou a alertar para o momento delicado que a Criciúma e região atravessam. "Estamos vivendo o pior momento da pandemia. Se nada for feito algo terrível pode acontecer na nossa região. A prefeitura está fazendo a parte dela, mas precisamos da cooperação da população. Hoje irei me reunir com os prefeitos para que juntos adotemos novas medidas. Esse tipo de ação tem que ser de forma colegiada", finaliza.

Tags: coronavírus