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Retorno dos eventos segue dependendo das matrizes de risco

Estado avalia reivindicação de retorno do segmento em regiões de risco grave
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 20/10/2020 - 08:26Atualizado em 20/10/2020 - 10:14
Foto: Divulgação / arquivo
Foto: Divulgação / arquivo

O retorno da grande maioria dos eventos em Santa Catarina segue dependendo da matriz de risco regional do novo coronavírus. Nesta segunda-feira, 19, representantes do segmento estiveram reunidos com a superintendente de Vigilância em Saúde do Estado, Raquel Ribeiro Bittencourt, para tratar sobre reivindicações que implica na possível volta das atividades.

Em entrevista ao programa Adelor Lessa desta terça-feira, a superintendente ressaltou que alguns modelos de eventos já foram regulamentados em portaria, ainda com restrições, no mês de setembro. “Os segmentos já estão regulamentados para tempos de Covid-19. Na portaria 710 de 18 de setembro, regulamentamos todas essas áreas de eventos de casamentos, formaturas e festas infantis para voltar a funcionar a partir do nível de risco amarelo”, declarou.

O setor de casas noturnas também está regulamentado para voltar a funcionar em regiões com nível de risco azul - sendo que, em Santa Catarina, ainda não há nenhuma região categorizada neste risco. 

“O que o setor reivindica é retomar antes dessa previsão de portaria, no nível de risco grave e laranja. Percebemos as dificuldades dos municípios e das regiões de saúde de se manter em níveis baixos de contágios. Precisamos analisar tudo com muito cuidado, porque não podemos ter uma segunda onda enquanto a primeira ainda nem passou”, ressaltou.

A superintendente ressalta que já estão analisando a reivindicação do segmento e que pretendem dar uma resposta ainda nos próximos dias. Apesar disso, Raquel reforça que estamos voltando a ter um aumento considerável de casos diários de coronavírus, o que preocupa as autoridades.

“Estamos tendo novamente um incremento muito grande de casos. É uma responsabilidade conjunta, e não somente do governo que faz a gestão epidemiológica e sanitária da crise. A medida que a gente, com condição, acha que já passou e todo mundo está desrespeitando as medidas, as coisas voltam ao nível de gravidade que não queremos”, pontuou.

Apesar das dificuldades que giram em torno da Covid-19, Raquel não descarta a volta das casas noturnas ainda neste ano. “Tudo depende dessa análise semana que fazemos da matriz de risco. Tudo depende de se sustentar essas regiões que estão em amarelo. Desejamos que este ano consigamos ainda liberar com agilidade esses segmentos que ainda não foram liberados”, afirmou.