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Regina Duarte fora do governo Bolsonaro (VÍDEOS)

"O senhor está me fritando, presidente?", perguntou a atriz em vídeo. "Eu jamais fritaria você", respondeu
Denis Luciano
Por Denis Luciano Brasília, DF, 20/05/2020 - 10:23Atualizado em 20/05/2020 - 11:10
Reprodução
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A atriz Regina Duarte não é mais secretária especial de Cultura. O anúncio foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 20. Ela assumirá a Cinemateca, em São Paulo. "Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", informou o presidente.

Regina Duarte, que deixou a Rede Globo para assumir a função, não chegou a três meses à frente da Cultura. Chegou na pasta em 4 de março, visando amenizar o clima entre a classe cultural e o presidente. Um dos pontos de discórdia entre Bolsonaro e Regina foi a renomeação, por Bolsonaro, do maestro Dante Mantovani para a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte) a contragosto de Regina.

A saída da atriz do cargo foi confirmada por ela e pelo presidente em um vídeo gravado pelos dois e publicado no Twitter do presidente. Na conversa, bastante amistosa, Bolsonaro elogia Regina e ela comenta, feliz, sobre a nova função e a saudade que estava sentindo da família em Brasília.

Confira abaixo a transcrição do diálogo:

Regina - Eu vim aqui perguntar para o presidente se ele está me fritando?

Bolsonaro - Regina, toda semana tem ao menos dois ministros que segundo a mídia estão sendo fritados. O objetivo é sempre desestabilizar a gente, e jogar o governo no chão. Não vão conseguir. Eu jamais fritaria você

Regina - Eu acabo de ganhar um presente que é um sonho de qualquer pessoa de comunicação, de audiovisual, de cinema, de teatro. Um convite para fazer Cinemateca, que é um braço da cultura que funciona em São Paulo, é um museu de toda a filmografia brasileira. Ficar ali secretariando o governo dentro da Cinemateca. É um presente! Obrigado, presidente!

Bolsonaro - Você quer ajudar o Brasil. O que eu mais quero é o seu bem pelo seu passado, por aquilo que você representa para todos nós. Ir para a Cinemateca, você vai ser feliz e produzir muito mais. Chateado porque você se afasta do nosso convívio.

Regina - Mas presidente, a família quer a proximidade, eu estou sentindo muita falta dos meus netos, dos meus filhos, a minha família a qual eu sempre fui muito ligada. É um presente duplo, a Cinemateca e eu estar próxima da minha família.

Bolsonaro - Toda a vez que eu for a São Paulo você vai me acompanhar.

Mário Frias: "Estou pronto"

O presidente deu um aceno em direção a um possível substituto de Bolsonaro ontem, nas redes sociais. Ele compartilhou um vídeo do ator Mário Frias, no qual ele participava de um debate na CNN Brasil sobre a situação de Regina Duarte na Secretaria de Cultura. "Tem muita gente dizendo bobagens. Temos um presidente que foi colocado lá pela maioria do povo e não está sendo respeitado. É difícil governar em um lugar onde as pessoas estão menos preocupadas com fatos e verdades. Nós torcemos para dar certo", apontou.

Questionado sobre assumir a secretaria, Mário respondeu que "para ser bem direto, para o Jair, o que ele precisar eu estou aqui. A Regina é um ícone para mim, sou seu fã, mas pelo Brasil eu estou aqui, o que for preciso, não vou correr. Respeito o Jair demais, vejo o Brasil com chances de ser respeitado, digno, honesto, com democracia forte e consolidada. Vi muita gente falando dessas bobagens de AI-5, intervenção militar, ele nunca defendeu isso. Essa é a minha postura. Estou pronto, para fazer o que foi preciso", reforçou.

Mário Frias tem conexões em Criciúma. Sua esposa é da cidade e ele mantém estreitas amizades na região. Um desses amigos é o deputado federal Daniel Freitas, bolsonarista de primeira hora no Congresso Nacional.

Estava no debate com Mário Frias na CNN Brasil, também, o ator Fúlvio Stefanini, que contrapôs Mário no instante em que ele citou que o presidente não apoiava qualquer tipo de intervenção de militares. Assista no vídeo abaixo: