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Referência mundial em design, Fernando Campana faz palestra em Criciúma

Em entrevista exclusiva, o designer revelou que pretende ampliar os trabalhos na região 
Amanda Farias
Por Amanda Farias Criciúma - SC, 18/08/2017 - 16:45Atualizado em 18/08/2017 - 16:53
(foto: Núcleo Catarinense de Decoração)
(foto: Núcleo Catarinense de Decoração)

Fernando Campana contou sua trajetória na noite de quinta-feira, 17, no Teatro Elias Angeloni. A palestra foi promovida pelo Núcleo Catarinense de Decoração, em parceria com o grupo Eliane, onde estiveram reunidos profissionais das áreas de Arquitetura, Design e Decoração.

Desde criança, Campana sempre viajou muito. Por influência do pai, um servidor público que adorava colocar o pé na estrada com a família, muitos lugares fizeram parte não somente das lembranças do designer, mas também, serviram de inspiração futuramente para os seus trabalhos. 

A relação de Campana com Santa Catarina teve início há muito tempo, na sua infância, em 1970, onde viajou primeiro para a cidade de Lages e posteriormente visitou algumas cidades do norte, vale europeu e litoral catarinense. 

Campana falou sobre sua parceria com o irmão, Humberto, que juntos são reconhecidos nacional e internacionalmente como os “Irmãos Campana”, designers responsáveis pela revolução de materiais e formas do mobiliário mundial. “A gente vai primeiro para o chão de fábrica. Tem que conquistar os operários, eles que vão dar o sangue para traduzir o que você fez em um produto vendável, econômico e funcional”, revelou Campana. 

Uma das inspirações para as criações na carreira de Campana, segundo ele, foi o cinema e os filmes clássicos que assistiu desde a infância. “O cinema foi uma janela para o mundo para a gente”, comenta. 

O pai sempre foi um grande apoiador dos irmãos Campana. “Na época em que nós fazíamos mais artesanato ele montou uma oficina lá em casa, em Brotas. A minha mãe só perguntava ‘quando vocês vão fazer alguma coisa comercial?’”, relembra Campana.

Em relação a Criciúma, quando questionado, o designer afirmou que pretende ampliar os trabalhos para a região. Segundo ele, a região Sul é considerada um polo nesse setor, além da mão de obra artesanal, a qual ele afirma dar mais valor, apesar de estar em vias de desaparecer.

“Quando você não tem como passar a arte para outro auxiliar, você estanca o processo daquilo, ela morre”, finaliza.
 

Tags: design campana NCD