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Projeto Elas no Dia Internacional da Mulher

Seja pelo lado profissional ou pessoal, o reconhecimento destaca o papel delas na sociedade
Por Vanessa Amando Criciúma, SC, 08/03/2019 - 23:50Atualizado em 04/06/2019 - 13:57
Foto: Daniel Búrigo/A Tribuna
Foto: Daniel Búrigo/A Tribuna

O Dia Internacional da Mulher, celebrado nessa sexta-feira, 8 de março, foi especial para o Grupo A Tribuna. Nesse dia também foi lançada a terceira edição do projeto Elas, uma homenagem com o objetivo de destacar o papel da mulher na sociedade atual. Com diferentes idades, profissões e histórias de vida, um grupo de mulheres começou a ser surpreendido ainda pela manhã, quando representantes da Rádio Som Maior e do Jornal A Tribuna foram até a casa ou o local de trabalho delas e as presentearam com flores.

Uma das homenageadas foi a dona Santina Budni, de 93 anos, que assina o Jornal A Tribuna há mais de 50 anos, sendo a assinante mais antiga. Ela recorda que aprendeu a ler com os avós e os pais, ambos vindos da Itália, e desde então não parou mais. Além de ler o jornal diariamente, dona Santina também lê muitos livros e faz diversas pinturas.

Dona Santina, a assinante mais antiga de A Tribuna

“Não paro a minha cabeça, tenho a minha cabeça sempre em atividade. O jornal é um professor na vida da gente, cresci através da leitura. Imaginem vocês que nasci em 1925, não tínhamos professor, tudo era mato, roça e animais, mas com cinco anos eu já lia. Amo o jornal, pago com carinho desde quando vim morar em Criciúma, há 32 anos, porque com ele ficamos sabendo de tudo, tem notícias do estado, da cidade, do país e do mundo”, destaca a idosa.

Maria Dal Farra Naspolini e Sílvia Zanette nos bastidores do Debate Aberto das mulheres, com o jornalista Arthur Lessa

Exemplos de força e empoderamento

A delegada de Polícia Civil Juliana de Freitas Zappelini, titular da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Criciúma, também recebeu a homenagem e ressalta a importância de sensibilizar a sociedade em relação a violência contra mulheres. “Infelizmente, ainda é bastante alarmante o número de casos de violência contra mulheres no estado, ainda vemos muitas mulheres em relações abusivas, com violência física, psicológica, agressão aos filhos”, alerta Juliana.

A delegada Juliana também foi homenageada

Ela aproveita para divulgar os canais de denúncia: “tem a DPCAMI, que fica aberta 24 horas por dia, todos os dias da semana, na Rua Lauro Sodré, no Centro, ao lado do colégio Joaquim Ramos. A DPCAMI conta com uma estrutura especializada para atender esses casos, com psicólogos e outros profissionais para trazer conforto e segurança para mulheres vítimas de algum tipo de violência. Tem o Disque Denúncia, através do número 100, também o telefone 181. E há, ainda, o WhatsApp, 98844-0011, e o telefone da DPCAMI, 3433-1717”. Confira o depoimento da delegada Juliana no podcast.

Como delegada, Juliana ocupa um cargo de chefia dentro da Polícia Civil, órgão que ainda tem predomínio de homens, sendo um exemplo de força da mulher e de empoderamento, justamente o que também acontece com a juíza da 2ª Vara de Execuções Penais de Criciúma, Débora Zanini, outra mulher homenageada pelo projeto Elas. “Vejo com muita alegria que as mulheres estão, cada vez mais, ocupando postos de destaque e de poder na sociedade. Isso é muito importante porque a mulher tem sensibilidade, inteligência, capacidade e ela tem que acreditar nela mesma, acreditar que ela pode ser qualquer coisa que desejar”, pontua a juíza.

Juíza Débora Zanini no Projeto Elas

Ouça o depoimento da juíza Débora Zanini no podcast.

Sensibilidade feminina

A diretora-executiva da Abadeus, Shirley Monteiro, também recebeu uma homenagem e acredita que nascer mulher é um privilégio e um propósito de Deus. “Além disso, tenho a satisfação, creio eu, de ter sido escolhida por Deus para ser esposa, mãe, profissional e trabalhar em prol de pessoas, e isso não tem preço. Todos os dias vejo histórias de vidas transformadas, isso é muito gratificante”, afirma. Ouça o depoimento de Shirley ao Projeto Elas.

Sobre a importância do Dia da Mulher, a professora e bióloga do Museu de Zoologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Morgana Gaidzinski, uma das homenageadas, destaca que é uma boa oportunidade para “fazer uma reflexão a respeito do valor da mulher, da sociedade, da família. As mulheres são pessoas preciosas, são o pilar dentro de uma casa”. A profissional também lembra que a beleza da mulher vai além do exterior, está no interior, sendo algo que deve ser valorizado e que as mulheres nunca percam, nem esqueçam este valor.

Bióloga Morgana Gaidzinski

Respeito e reconhecimento

As homenagens continuaram ao longo do dia e foram coroadas com um café da tarde para elas no Nações Shopping, grande parceiro do projeto, de onde também foi transmitido ao vivo o programa Ponto a Ponto, com a jornalista Pity Búrigo. A ex-vereadora Ângela Melo participou do evento e ressalta que a mulher luta diariamente para conquistar seu espaço na sociedade, seja no meio profissional ou pessoal. “Sei bem disso como vereadora e agente de Segurança Pública, áreas ainda com predomínio masculino. E também sinto isso por ter definido uma opção sexual que nem todos entendem, mas costumo dizer que as pessoas podem até não entender, desde que respeitem, o respeito é a base de tudo”, declara Ângela.

Angela Melo deu o seu recado no Projeto Elas

A professora universitária aposentada Marisa Hertel também esteve no café e afirma que os desafios realmente existem para muitas mulheres, mas que, no seu caso, fez deles impulsionadores para conquistar o que desejava. Tanto que, mesmo aposentada, não parou e, hoje, atua como instrutora de yoga. “Aprendi muito fazendo yoga, foi algo que mudou a minha vida, melhorei muito como pessoa. Então agora tento proporcionar isso para outras pessoas também”, pontua.

Marisa Hertel é professora de yoga

A professora Sirlei Hilário Martins também se aposentou e continua lecionando. Ela coloca a maternidade como algo marcante para a vida de qualquer mulher, mas lembra que nem tudo são flores, como no momento em que a mãe precisa deixar o filho pequeno em casa ou com outras pessoas para poder trabalhar.

“A maior dificuldade para poder ser mãe e profissional é largar o filho para voltar ao trabalho. Toda mulher vive essa angústia. Só que, quando eles crescem, se formam, é muito gratificante. Hoje, a melhor retribuição para todo o esforço e as barreiras enfrentadas é ouvir do meu filho, de 29 anos, que eu e o pai dele somos exemplos de pessoas e de casal, isso não tem preço”, finaliza Sirlei.

A Rádio Som Maior levou ao ar o Ponto a Ponto Especial do Dia da Mulher, direto do Café Cultura do Nações Shopping. Apresentação de Pity Búrigo. Confira no podcast.

O Debate Aberto desta sexta também foi especial, com as convidadas Maria Dal Farra Naspolini, Melissa Watanabe, Luciane Ceretta, Sílvia Zanette e Fernanda Zampoli, com apresentação de Denis Luciano. Acompanhe no podcast.