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Professores questionam perda salarial em Sangão

Educadores do município entraram em greve nesta quinta-feira, depois de prefeitura retirar benefícios do plano de carreira
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Sangão - SC, 01/08/2019 - 14:48Atualizado em 01/08/2019 - 14:53
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Os professores de Sangão em greve reclamam que a prefeitura não cumpriu com o acordo estipulado em reunião com vereadores e o sindicato, no dia 19 de julho. A reivindicação era para o pagamento do piso do magistério, estipulado em lei federal no valor aproximado de R$ 2,5 mil por 40 horas semanais. Ainda segundo os professores, a prefeitura diminuiu acréscimo salarial previsto anteriormente pelo plano de carreira do município. A secretaria de educação argumenta que os cortes no plano de carreira foram necessários para se adequar ao plano orçamentário.

Fabiana Goulart, alfabetizadora do Núcleo de Ensino Municipal João Manoel de Souza, argumenta que, com a nova determinação do plano de carreira, teve queda na remuneração. “Me senti esfaqueada pelas costas”, diz Fabiana. Segundo ela, nada do que foi acordado nas reuniões foi cumprido pelo plano municipal e a secretaria de Educação não sinaliza a possibilidade de um novo acordo.

A remuneração base de R$ 800 por 20 horas semanais é acrescida com benefícios referentes à graduação dos professores. Para adequar ao pagamento do piso, de aproximadamente R$ 1,2 por 20 horas, a prefeitura teve que mudar o plano de carreira. Fabiana alega que houve uma redução de 45% dos acréscimos com a nova norma da prefeitura.

Aline Vieira, secretária de Educação, confirma que a negociação já estava acontecendo há algum tempo, em relação ao pagamento do piso nacional. “Para o pagamento do piso, teve que ser reduzido o plano de carreira, para conseguirmos repassar o piso e fechar a conta dentro do orçamento municipal”, alega.

A secretária nega que esteja fechada às negociações, mas que a pasta serve como uma ponte entre os professores e a prefeitura. “Se tiver uma nova proposta dos professores, levaremos até a administração”, anunciou.

O prefeito Dalmir Cândido foi procurado e disse que falará sobre a situação na manhã de sexta-feira. 

Reduções

De acordo com a educadora Fabiana Goulart, o novo plano de carreira baixa de 20% para 5% o acréscimo em relação ao salário base de R$ 800 para profissionais graduados. De 25%, 20% e 20% para 10% para os educadores com regência, pós graduação e mestrado, respectivamente. "A nova determinação foi aprovada na calada da noite", ataca.

Os professores da rede municipal estão em greve por tempo indeterminado. "Não queremos briga nem nada, queremos nos organizar e receber o que temos direito. Estamos nas ruas e contamos com o apoio dos pais dos alunos", explana Fabiana. Uma assembleia da categoria deve ser marcada no fim da tarde desta quinta-feira.