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Presidente do Conselho garante: não houve pressão pela renúncia de Alexandre Farias

Vice-presidente administrativo do clube renunciou ao cargo no Criciúma nesta terça-feira
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 18/11/2020 - 10:07Atualizado em 18/11/2020 - 10:55
Arquivo / 4oito
Arquivo / 4oito

O vice-presidente Administrativo do Criciúma Esporte Clube, advogado Alexandre Farias, anunciou a sua renúncia do cargo nesta terça-feira, 17, alegando estar sofrendo com diversas pressões. As alegações, no entanto, foram questionadas pelo presidente do Conselho Deliberativo do Tigre, Carlos Henrique Alamini, em entrevista ao Programa Adelor Lessa desta quarta, 18, na Rádio Som Maior.

Segundo Alamini, não houve pressão pela renúncia de Alexandre. Na última quinta-feira, ambos estiveram reunidos, juntamente com o promotor Alex Cruz e os membros dos conselhos deliberativo e administrativo, para tratar sobre a sequência do clube na saída do presidente Jaime Dal Farra. Na ocasião, Alamini questionou quem da diretoria pretendia continuar no Criciúma.

Confira também - Vice-presidente do Criciúma renunica reclamando de conselheiros 

“Valcir me disse que sai, se for interessante para o clube, assim como o Casagrande. O Alexandre também disse que, se for pelo bem do Criciúma, também saíria. Eu disse que precisava de uma definição se sairia ou não para marcar uma reunião do conselho e o Alexandre disse que teria que ver com a família e pensar com os investidores para, na segunda-feira, responder. Encerramos a reunião, e na segunda ele não respondeu para ninguém do conselho”, disse.

Em uma entrevista a uma emissora de TV local, na segunda-feira, Alexandre afirmou que não iria renunciar. O discurso mudou no entanto na terça-feira, quando ele anunciou a renúncia. “Eu vinha muito pressionado, o pessoal queriam fazer eleições. Falaram na reunião do Conselho que eu tinha que renunciar também, eu fui eleito para assumir no lugar do presidente Jaime quando ele renunciasse, e eu não tive tranquilidade para trabalhar como vice-administrativo”, comentou Alexandre, em entrevista ao Ponto Final.

Alamini ainda afirma que o Conselho vem sendo atacado e tratado como culpados por muitas situações, enquanto recebeu de braços abertos Alexandre no cargo de vice-presidente. Ele destaca, também, que deverão apresentar uma proposta em uma nova reunião do Conselho marcada para esta semana. “Eu estou dando a minha versão, e tenho testemunha para isso, pode falar com o doutor Alex. Pela diretoria do Conselho, não houve pressão. Ele quem tem que provar isso”, pontuou.

O futuro do Tigre

O futuro da administração do Criciúma pode acabar tomando dois caminhos. Se Valcir Mantovani, responsável pelo setor financeiro da Administração, decidir continuar no clube, ele assume o cargo de presidente administrativo do Tigre. Se não, uma nova eleição seria feita e o gestor seria escolhido pelo Conselho Deliberativo. 

“Se por acaso todos eles declinaram, teremos que fazer uma eleição geral. Mas quero frisar: a gente leva para a reunião do Conselho, quem decide são os conselheiros. Nós não somos os mafiosos do clube, todos estão envolvidos nessas decisões. Estamos levando na cabeça uma coisa que não é nossa”, pontuou.

Nem Moacir Fernandes e nem Arnaldo Angeloni na gestão do clube

Segundo Alamini, nem Moacir Fernandes e nem Arnaldo Angeloni estão sendo cotados para assumir a presidência do Criciúma. Há alguns meses atrás, Moacir chegou a manifestar interesse de assumir o cargo de Dal Farra, mas acabou voltando atrás. “Dentro do ponto de vista do Conselho da diretoria, eu confesso que não há nenhum movimento para que o Moacir assuma. Pelo quadro de hoje, acredito que o Moacir não voltaria”, declarou.

Arnaldo, por sua vez, foi citado por Antenor Angeloni como alguém que teria interesse no cargo de presidente. Mas, de acordo com Alamini, o Conselho buscou contato e acabou não havendo tratativas sobre o assunto.