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Pinduka: das colunas sobre morte às músicas de saudade

Conhecido pelas notas de falecimento no jornal, Pinduka segue no impresso desde 1977
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 29/08/2020 - 09:40Atualizado em 29/08/2020 - 09:52
Foto: Vitor Netto / 4oito
Foto: Vitor Netto / 4oito

O colunista Sérgio Martins, mais conhecido como Pinduka, é certamente um nome conhecido em Criciúma e região. Suas colunas semanais anunciam o falecimento de pessoas e personalidades da cidade, e seu antigo programa de rádio tinha a saudade como marca registrada. Nesta semana, Pinduka foi o convidado especial do programa Do Avesso, onde contou sobre a sua trajetória no jornal e, também, na rádio.

Sua carreira no jornal impresso começou em 1977, no Independente, e nem sempre teve a ver com notas de falecimento. Na época, Pinduka escrevia sobre esportes e contava com uma coluna de variedades. Anos mais tarde é que foi criado o cantinho da saudade - onde ele homenageava alguém que já faleceu. 

“Eu criei um cantinho da saudade porque o Gonzaga Milioli, ex-treinador do Criciúma e amigo de infância me falava que escutava na Tupi o cantinho da saudade, homenageando jogadores que já partiram. Aquilo me deu um start e eu disse: vou criar uma coluna e homenagear quem já faleceu”, ressaltou.

De lá para cá, o colunista ficou extremamente conhecido pelas notas de falecimento estampadas em suas colunas no jornal. Basta a foto de alguém aparecer em sua coluna, mesmo que a pessoa ainda não tenha morrido, para iniciar a comoção de muitas pessoas - que nem sempre, leem a nota até o final.

“O grande problema no jornal é a figura, porque o pessoal não lê. Uma vez coloquei uma foto homenageando uma pessoa, e tal conhecido me veio dizendo que fulano morreu porque viu na minha coluna. Eu não falei que morreu, só homenageei”, pontuou.

Na rádio, Pinduka trabalhou na Difusora por cerca de 17 anos. A saída aconteceu ainda no ano passado, mas o colunista afirma que o programa ainda mantinha boa audiência. Eram duas horas de programa, podendo chegar até três algumas vezes, recheado de músicas que costumavam falar sobre uma coisa em comum: a saudade.

“Eu levava as músicas selecionadas, dos anos 50, 60, 70. Lá tocava beijinho doce e muito sertanejo raíz, como Tonico e Tinoco e Lourenço e Lourival, tinha de tudo. Fazia muitos sorteios também, tinha bastante sorteio, desde calcinha, sutiã à pizza e cachorro quente”, relembrou o radialista.