Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

“Os preços são compatíveis”, diz engenheiro sobre pedágio

Acic recebeu técnicos da Fiesc para tratar da implantação de praças de pedágio no trecho Sul da BR-101
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 07/11/2018 - 17:07Atualizado em 07/11/2018 - 17:11
Fotos: Guilherme Hahn / A Tribuna
Fotos: Guilherme Hahn / A Tribuna

Aconteceu na tarde desta quarta-feira (7) uma reunião na sede da Associação Empresarial de Criciúma, com técnicos da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), para tratar da implantação de praças de pedágio no trecho Sul da BR-101. No encontro, o engenheiro Ricardo Saporiti apresentou um estudo, solicitado pela Fiesc, sobre os valores que serão cobrados nas praças.

“O que define uma taxa de pedágio é primeiro a distância do trecho concedido. Segundo é o número de praças. Terceiro é o volume de tráfego que passa no trecho. E, especialmente, o volume de investimentos necessários para executar os melhoramentos que a estrada necessita. No Estudo que a ANTT fez conta um investimento de R$ 2,9 bilhões para aumentar a capacidade de transporte, melhorar pavimento, execução de ruas laterais, recuperação de pontes antigas e melhoramentos a ser feitos. É uma série de itens que, evidentemente, custam caro que são incorporados ao Estudo para depois chegar a praça de pedágio”, detalhou.

Engenheiro Ricardo Saporiti

Conforme Saporiti, para verificar se os preços eram compatíveis, foi feito uma comparação do trecho a ser concessionado da BR-101 Sul com o trecho já concessionado da BR-101 Norte. Só que, para isso, foi considerado que o trecho Norte foi concedido em 2008 e a extensão do mesmo é de 420, enquanto no Sul são 220. “No norte são cinco praças de pedágio. São quatro em Santa Catarina e uma no Paraná. Aqui são quatro. Todos estes fatores nós comparamos”, esclareceu.

Outro ponto ressaltado por Saporiti é que no trecho Norte há a Via de Contorno de Florianópolis, a obra mais cara da concessão, mas os grandes serviços lá executados não foram computados na taxa existente. "Só serão incorporados no momento que a ANTT aprovar os projetos e orçamentos lá apresentados", afirmou.

Portanto, a conclusão a que se chegou é que os preços das taxas cobradas no trecho Sul da BR-101 são compatíveis. “A quantidade de praças é outro ponto. Quando você calcula a concessão, você calcula reais por quilômetros. Na praça de pedágio em Laguna, na verdade teria que ser R$ 5,41. A de Tubarão R$ 3,86. A de Araranguá, R$ 3,91. E a de São João do Sul seria R$ 2,27. O que eles fizeram foi unificar e chegar a um valor médio de R$ 3,97. Este é um valor máximo para as empresas poderem participar da licitação. Não significa que este valor será cobrado. Provavelmente as empresas que vão participar do processo, vão cobrar abaixo deste valor”, concluiu.