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Os desafios do Caravaggio para a profissionalização

Busca por apoiadores de fora, readequação na estrutura e negociação com a FCF: clube quer jogar a Série C Catarinense em 2021
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Nova Veneza, SC, 11/05/2021 - 16:17Atualizado em 11/05/2021 - 16:17
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Após completar 51 anos de futebol amador, o Caravaggio Futebol Clube encaminha-se para a profissionalização. O projeto foi apresentado na comemoração de aniversário do clube na noite da última segunda-feira, 10, pelo presidente Samuel Milanez. 

Em entrevista ao Som Maior Esportes desta terça-feira, Milanez falou sobre os principais desafios para a profissionalização: readequar a estrutura, buscar patrocínios de fora de Nova Veneza e negociar o pagamento para a filiação junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Federação Catarinense de Futebol (FCF).

Segundo o presidente do clube, a proposta de profissionalização apresentada à comunidade do Caravaggio, a fundadores do clube e a ex-presidentes foi bem aceita. 

"Por conta da pandemia, a gente não sabe como vai se comportar o futebol amador daqui para a frente. Tendo a grandeza que o Caravaggio tem, conversando com alguns dirigentes, vimos que o orçamento de competição amadora não foge muito da realidade de uma Série C do Catarinense", apontou Milanez.

O clube entrará em negociação com a FCF para o pagamento das taxas de filiação que, segundo o site da Federação, são de R$ 400 mil para a FCF e R$ 35 mil para a CBF.

Além de negociar a forma de pagamento, alguns ajutes precisam ser feitos dentro do clube para disputar as competições profissionais. A ideia, segundo Milanez, é participar da Série C de 2021.

"Estamos tentando para esse ano, mas é um tempo curto. A competição começa em setembro a princípio. O nosso maior entrave é que precisamos adequar a nossa estrutura para o profissional. Temos um complexo top para o futebol amador, mas tem metragem padrão de vestiário e fazer um muro no entorno do complexo", detalhou o presidente. 

Para a profissionalização, além do apoio do empresariado local - que corresponde a quase 80% do orçamento atual no clube - e dos 280 sócios em dia, a meta é angariar investidores de fora do Caravaggio. 

"A gestão continua com o clube, precisando de gente para trabalhar, com os pés no chão para não ter problema. Vamos ter que buscar patrocinadores de fora, ampliar o leque", completa Milanez.