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O Qatar é logo ali

Do Avesso recebeu o jogador de futsal Lucas de Oliveira, criciumense que atua no país sede da próxima Copa do Mundo e defende a seleção
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 17/09/2018 - 15:01Atualizado em 17/09/2018 - 15:07
(fotos: Luana Mazzuchello)
(fotos: Luana Mazzuchello)

Natural de Criciúma, Lucas de Oliveira é atleta do futsal e atua no Qatar há quase dez anos. Revelado pelo projeto Anjos do Futsal, esteve no Programa do Avesso, da Rádio Som Maior, falando sobre o país árabe e os desafios da carreira. Para ele a cultura é totalmente oposta à brasileira.

Lucas de Oliveira começou a treinar quando tinha 14 anos, afirmando que o Anjos do Futsal está entre os melhores projetos do mundo. Depois jogou por três temporadas na equipe de Siderópolis, que tinha parceria com a Unesc. Contou que recebeu uma proposta para jogar na liga nacional, mas aceitaria apenas depois de terminar os estudos.

“Eu fui indicado pelo treinador Marcos Sorato Pipoca, era para ser um teste de seis meses no Qatar. Recebi uma ligação e tinha dez dias para decidir se ia ou não. Estava terminando o curso de Educação Física, já tinha entregue o TCC, faltavam apenas 20 dias. Eu tinha em mente que se recebesse proposta do exterior aceitaria”, contou.

Já no Qatar, jogou por dois anos no Al-Khor Sports Club, depois ficou um ano no Al-Gharafa e nas últimas seis temporadas atuou pelo Al-Rayyan Sports Club. Também defende a Seleção do Qatar. Em 2016 sua equipe terminou em quarto lugar no Mundial de Futsal, realizado por lá, a campanha incluiu uma vitória contra o time de Falcão.

“O futsal ainda não é top no país, o nível não é igual no Brasil e nas melhores ligas do mundo, os estrangeiros são referências para eles. Nos últimos anos evoluíram bastante, não tem muita tradição em esportes, também contrataram ótimos treinadores nos últimos anos”, afirmou.

Comida

"A comida é um pouco apimentada, o bife deles é o cordeiro. Quando cheguei lá estranhei bastante, primeiro porque eles comem com a mão mesmo. Eles comem um carneirão inteiro. A maioria dos times tem brasileiros, o domingo deles é na sexta, lá é proibido carne de porco".

Copa do Mundo

“O Qatar é um país bem aberto, também estão fazendo isso porque vão receber a Copa do Mundo. Os esportes ficaram meio de lado, vão respirar futebol nos próximos quatro anos, terá estádios com ar condicionado, a grama vai ser um tapete. Daqui quatro anos vocês vão ver o que é aquilo lá”, contou Lucas.

Confirma o Programa do Avesso na íntegra: