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CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui

"O mundo espera pela bala de prata, mas a ciência ainda não tem essa segurança", diz pneumologista

Pneumologista comentou os avanços da vacina na Rússia
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 04/08/2020 - 08:30Atualizado em 04/08/2020 - 08:32
Foto: Kenny Katombe/Reuters
Foto: Kenny Katombe/Reuters

Os estudos para combater a pandemia do novo coronavírus avança em vários lugares do mundo. O Ministério da Saúde da Rússia anunciou que está planejando para outubro uma vacinação em massa contra a Covid-19. Diversos países demostraram interesse na vacina, incluindo o Brasil. Apesar da luta e da esperança pela cura da doença, a classe médica e científica ainda atua com embasamento científico e não gosta de colocar grandes expectativas na vacina. 

Conforme o pneumologista, Renato Matos, a classe médica trabalha com hipóteses. "Os testes trabalham com hipóteses: a primeira é a que não vai funcionar e a hipótese alternativa é de que vai funcionar. Os estudos e análises é que vão mostrar que essa primeira hipótese deve ser derrubada", explicou ao programa Adelor Lessa na manhã desta terça-feira, 4. 

Matos relembra que a Rússia nunca apresentou grandes estudos na área da saúde. "A Rússia não tem grande referências nessa área. Tomara que saia, mas não existe uma expectativa muito grande nessa vacina. São tecnologias novas", comentou. "Só na 3ª fase de estudos, que é quando a vacina é realizada em milhares de pessoas, que a gente pode ter algo mais concreto", completou. 

O pneumologista relembra de como são realizadas as vacinas e como está sendo realizada a vacina de Oxford. "Se pega o vírus e o vírus é introduzido, para que o nosso organismo produza anticorpos. Então esse estudo que está sendo realizado em Oxford, se pega um vírus de um chimpanzé, se modifica para que ele fique parecido com o coronavírus e se faz com que o nosso corpo crie anticorpos para conter o coronavírus", explicou. 

A varíola é a única doença no país que foi totalmente erradicada. "Ela é a única doença viral que foi erradicada com vacina, mas são quase 200 anos para erradicar um vírus", relembrou. 

Contudo, Matos lembra que para a vacina dar certo, também depende da aceitação da população. "Para o sucesso, vai depender da qualidade, da quantidade de vacina e da aceitação da vacina. Então todo mundo espera a bala de prata, mas a ciência ainda não tem essa segurança", finalizou. 

Tags: coronavírus