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“O movimento no Centro de Triagem está assustador”, afirma Casagrande

Secretário de Saúde de Criciúma fez uma análise do atual momento da pandemia
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 12/08/2020 - 12:20
Fotos: Luana Mazzuchello / 4oito
Fotos: Luana Mazzuchello / 4oito

Criciúma ganhou um Centro de Triagem ao Coronavírus já no início da pandemia para receber pessoas com sintomas semelhantes aos do coronavírus e dar os encaminhamentos necessários, evitando assim aglomeração, principalmente no Hospital São José (HSJ). A ação visa contribuir para a diminuição da disseminação do coronavírus. 

O local, que funciona na antiga unidade de saúde do Centro da cidade tem registrado um grande movimento, principalmente nos últimos meses. “O movimento no Centro de Triagem está assustador. Muitas pessoas querendo atestado e testes. Evitou muitas mortes, porque evitou que as pessoas fossem direto aos hospitais. Quando descentralizamos do Centro de Triagem para as unidades de saúde, falamos que não queríamos aglomeração no Hospital São José”, destacou o secretário Municipal de Saúde, Acélio Casagrande, em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Som Maior. 

A bioquímica responsável pelo Laboratório Municipal, Andrea Goulart de Oliveira orientou que não há a necessidade de correr atrás de testes. “Se tiver sintoma tem que ficar isolada para não transmitir. Vai ter o momento correto para fazer o teste e fazer antes ou depois não vai mudar os procedimentos”, esclareceu.

Um dos piores momentos

Para Casagrande é preciso tratar o momento com cautela e como se todas as pessoas tivessem contraído o coronavírus. “Chegou um momento que passamos a falar da transmissão comunitária que é silenciosa, ninguém sabe onde está. A questão do uso de máscara, da aglomeração, isso consegue evitar. Fora isso, o isolamento aqueles que estão positivos. É um dos piores momentos que a gente já enfrentou. A nossa esperança e que setembro, outubro comece a diminuir e ter mais anticorpos produzidos que contaminações acontecendo. 

Profissionais da saúde infectados

Acélio revelou ainda que hoje a cidade tem de 15% a 20% dos profissionais da saúde afastados,o que corresponde cerca de 130 profissionais. A maioria pro Covid-19, mas com outras doenças também. Temos, por exemplo, motoristas de ambulância que positivaram, o que nos obriga a correr para substituir”, falou.

O secretário também falou das lesões ocasionadas pelo vírus e, para estes casos, Criciúma terá um Centro de Recuperação para pacientes já curados do novo coronavírus. O serviço ficará localizado em um setor da antiga Casa de Saúde do Rio Maina, atual Centro de Tratamento e Isolamento para pacientes Covid-19, e contará com uma série de profissionais da saúde que irão auxiliar na recuperação de pacientes já curados da doença. "Lesões são e podem ser além do que se imagina. Além de pulmonares pode ser cardíacas, neurológicas. Este Centro de Reabilitação vai ser um exemplo para o Brasil", citou.

 

Agilidade no resultado dos testes

O secretário também comentou que uma ação do Município permitirá que os testes realizados pelo Laboratório Central (Lacen), cheguem mais rápido à cidade. “Os testes vão chegar mais rápido em Criciúma porque já vai processado para o Lacen. É uma parceria que nos permite adiantar o processo de diagnóstico”, citou.

Na semana passada, a sugestão do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, de aplicar ozônio pelo reto para tratamento da Covid-19, gerou polêmica. Todos os tratamentos citados até o momento, mas sem comprovação científica são rechaçados pelo secretário de Saúde de Criciúma. “Se cientificamente não tiver comprovação. Sou defensor da elevação da imunidade. Criciúma não fará testes na população. É como testar Cloroquina, a Hidroxicloroquina, a Ivermectina. Temos todo o cuidado do mundo porque é dinheiro público. Todo o cuidado pela experiência que tenho”, enfatizou.

Confira o Programa Agora, da Rádio Som Maior na íntegra:

Tags: coronavírus