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O cuidado e carinho da geriatria tratados no Avesso

Programa Do Avesso desta segunda-feira, 5, recebeu a geriatra Sandra Búrigo
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 05/10/2020 - 15:10
Fotos: Vitor Netto / 4oito
Fotos: Vitor Netto / 4oito

Cuidar, conversar e tratar idosos demanda tempo, cuidado e afeto. Esse é o papel desempenhado pela geriatria. E o programa Do Avesso desta segunda-feira, 5, tratou sobre isso, já que Pity e Vitor receberam no estúdio da Rádio Som Maior a médica geriatra, Sandra Búrigo. Na pauta, doenças, histórias e principalmente a prevenção da saúde dos mais velhinhos. 

Sandra é formada em Medicina na Unesc e não tinha pretensão de seguir na geriatria, mas com o decorrer das aulas práticas da Universidade acabou se encaminhando para esse ramo. "Eu entrei não pensando em nada específico, mas quem sabe fazer patologia algo do tipo. Na sexta fase eu fiz geriatria na grade curricular. Nos estágios da geriatria eu percebi que eu gostava muito mais do que os meus colegas. E eu percebi que deveria fazer geriatria", comentou. 

Conforme ela, diariamente aprende com as consultas de seus pacientes. "Primeiro porque eu gostava de velhinho, mas não basta só gostar. Tem que ter um traquejo, organização no tempo de consulta. Eu fiz geriatria porque amo cuidar de idosos, mas a gente aprender diariamente", completou. 

Cotidiano das consultas 

Cuidar de idosos demanda tempo e carinho. Segundo Sandra, muitas vezes eles querem ir somente para conversar com os médicos. "Eles levam muitas coisas. Queijo, salame, bolo, cuca. Elas trazem assim 'ai doutora, eu fiz agora e trouxe quentinho'", contou ela. 

Sandra afirma que já se emocionou em consultas, ao tratar idosos. "A gente consegue separar. Na geriatria a gente trata com pacientes que às vezes estão em fases terminais, eu me coloco no lugar dos familiares, mas muitas vezes tenho que separar", enfatizou. 

O envelhecimento

De acordo com Sandra, a ciência e os médicos costumam afirmar que o envelhecimento é algo maleável. "Melhorando hábitos diários, a gente consegue atuar em 70% do teu envelhecimento. Então 30% é genético, são problemas que já vieram de família. Sendo assim, a atividade física, por exemplo, é essencial para atuar nesses 70%", afirmou. 

Ouça a entrevista completa