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“O câncer não é uma condição condenatória da vida”

Julita Volpato conta em detalhes como descobriu, enfrentou e venceu o câncer de mama
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 05/11/2017 - 13:32

Continuando a série de depoimentos de mulheres que venceram o câncer de mama, o Portal 4oito traz os relatos da diretora-executiva Julita Volpato, que descobriu a doença há treze anos. Hoje ela está curada e passa uma mensagem de superação e esperança para quem enfrenta o problema.

De acordo com Julita, como muitas mulheres, acreditava que não poderia acontecer com ela. “Eu sempre tive uma vida saudável e me considerava um tanto fora do grupo de risco para câncer de mama”, revelou.

No final de 2004, Julita percebeu um nódulo na parte superior da mama esquerda e decidiu buscar orientação médica. “Realizei os exames e o médico me tranquilizou, dispensando maiores investigações”, contou.

Mas ela continuou sentindo o nódulo e decidiu voltar a buscar ajuda médica em julho do ano seguinte, sendo encaminhada para biopsia após muita insistência.

“O resultado confirmou a existência. No primeiro momento o susto e o medo me colocaram em ação. Era um sexta-feira, mas com a ajuda de uma amiga consegui uma consulta na mesma tarde com a oncologista Dra. Tânia. Saí do consultório com uma agenda de exames e procedimentos a serem encaminhados”, detalhou.

Na semana seguinte, Julita realizou consulta com um mastologista. “A partir daí, ao mesmo tempo que senti o da condenação da doença, tive apoio desses dois profissionais que hoje chamo anjos. Decidi que buscaria todas as alternativas e tratamentos que estivessem ao meu alcance”, disse.

A diretora-executiva conta que neste momento o apoio do marido, o apoio da família e o desejo de ver filha, com 13 anos na época, crescer foram fundamentais. “Iniciei os procedimentos para cirurgia de retirada do quadrante superior da mama, seguido quimioterapia, radioterapia e o uso de medicamentos. Um por mais de 12 meses e o outro por mais cinco anos”, contou.

Segundo Julita, até hoje ela faz exames periódicos de acompanhamento, tanto com mastologista quando com oncologista. “A quimioterapia não é fácil, expõe o organismo a muitos efeitos colaterais, que geram desconforto, além da alteração da imagem pela perda total dos cabelos. Entretanto, eu sempre recebi esse tratamento, essa medicação, com muita disposição, pois eu sabia que naquele momento era a única saída que eu tinha para busca da cura”, afirmou.

Julita disse que em nenhum momento ficou revoltada com o diagnóstico, já que se 10% das mulheres estão sujeitas a tumores de mama ela não era diferente.

“Sempre tratei a doença com respeito e não com rejeição. Eu também não me vitimizei em nenhum momento. Sempre busquei ajuda e segui as orientações médicas. Hoje eu falo que estou muito bem, graças a Deus e a medicina. Passados quase treze anos posso dizer que tenho uma vida normal com saúde e disposição. Faço esse depoimento para contribuir com a campanha do Outubro Rosa, porque vivendo no meio da doença também aprendi o quanto é importante o diagnóstico precoce para a cura. Quero passar também uma mensagem de esperança. Receber o diagnóstico é difícil, enfrentar os desconfortos do tratamento também é difícil, mas tem saída. Não é mais uma condição condenatória da vida”, esclareceu.