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No Dia do Gordo, aceitação do corpo e moda plus size

Programa Do Avesso recebeu a digital influencer Renata Tessmann e a proprietária da Big Model, Paty Jucoski
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 10/09/2020 - 16:03Atualizado em 10/09/2020 - 16:04
Renata Tessmann (à esquerda) e Patrícia Jucoski / Foto: Pity Búrigo / Especial / 4oito
Renata Tessmann (à esquerda) e Patrícia Jucoski / Foto: Pity Búrigo / Especial / 4oito

10 de setembro é o Dia do Gordo. Mas o programa Do Avesso desta quinta-feira, 10, não foi um dia para falar de forma pejorativa ou de forma engraçada sobre essa data, foi um dia para falar de aceitação do próprio corpo e sobre moda plus size. Pity e Vitor Búrigo receberam no estúdio da Rádio Som Maior a digital influencer, Renata Tessmann, e a proprietária da loja de moda plus size Big Model, Patrícia Jucoski. 

A aceitação do corpo e a mudança de hábitos

Renata atua nas redes sociais falando sobre ser uma Plus Size Saudável. Por volta de 2012, ela chegou a pesar 151 quilos, que foi quando despertou nela a motivação para se aceitar e mudar seus hábitos. "Já fazia tempo que estava cansada. Sempre buscando alternativas para emagrecer e tentei procurar a melhorar. Não mudar só eu, mas a mudança começou no interior. Eu comecei a me aceitar e fazer coisas por mim. Entrei na academia, levei a sério, comecei a me regrar. Pensei, não é porque eu sou grandinha que eu não vou cuidar da minha autoestima", comentou. 

Conforme Renata, a aceitação também depende do contato com a família. "O mundo cobra. A família além de cobrar, fala mal. Fala 'nossa como você tá gordinha'. E é aquela famosa frase: 'Nossa, tem um rosto tão bonito, pena que é gordinha', mas não é assim. Ou então, 'Ah vai casar tem que emagrecer'. Isso depende de como a pessoa se aceita", comentou. 

A moda Plus Size em Criciúma

 A Big Model iniciou suas atividades em março de 1994. Ela é uma das únicas lojas de Criciúma que trabalha exclusivamente com a moda plus size. A idéia surgiu entre três irmãos que tinham dificuldade para encontrar calçados na numeração maior e passaram a analisar outras dificuldades que as pessoas procuravam, como o vestuário. "A ideia surgiu da minha cunhada, que calçava 44 e não achava calçado na cidade. Então eles pensaram nas roupas, que aqui também não se achava", explicou. 

Segundo Paty, no começo das atividades sofreram um pouco os estoques, o que mudou muito hoje. "Quando a gente começou a loja, o grande problema era conseguir as peças. A gente sempre ia em São Paulo ou em feiras e buscava esses modelitos. Muita gente não gostava de comprar na loja, as vezes até a sacola da loja a gente tinha que ter cuidado. Hoje isso mudou, hoje a modelo plus size aparece em concursos, nas revistas e na internet", enfatiza. 

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