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Na medalha olímpica, o incentivo à ginástica da região

Rebeca Andrade é a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha em Olimpíadas. Em Criciúma, meninas tentam seguir os mesmos passos
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 29/07/2021 - 15:54
Atletas de Criciúma buscam um lugar ao sol na modalidade. Fotos: Divulgação
Atletas de Criciúma buscam um lugar ao sol na modalidade. Fotos: Divulgação

Rebeca Andrade, 22 anos. A primeira ginasta brasileira a conquistar uma medalha em uma olimpíada. A prata foi alcançada nesta quinta-feira, 29, em Tóquio, no Japão.

Rebeca é de Guarulhos, São Paulo, mas a sua conquista ecoa aqui no Sul de Santa Catarina e deve incentivar ainda mais as meninas a ingressarem no esporte. Em Criciúma, por exemplo, o Mampituba, em parceria com a Fundação Municipal de Esportes (FME), possui uma equipe que vem se destacando ao longo dos anos. “A ginástica já vem sendo muito procurada. Temos hoje mais de 40 crianças na fila de espera da FME aguardando uma vaga na ginástica, que em breve serão atendidas. Com a conquista da Rebeca, sem dúvidas a procura pela modalidade vai aumentar”, comenta a coordenadora e técnica de ginástica rítmica da S.R. Mampituba/FME Criciúma, Julia Casagrande Bitencourt.

Ela diz  que está prevista para agosto deste ano a abertura de novas turmas e lembra que a ginástica está sendo cada vez mais valorizada no país. “A ginástica brasileira está em festa. A Ginástica Rítmica e Artística, comemorando muito essa conquista. Isso coloca a ginástica em evidência no país, chama a atenção das pessoas e apoiadores, o que é muito importante para o crescimento do esporte. Temos muitos atletas maravilhosos no Brasil se destacando internacionalmente, o que estimula os atletas de base a se tornarem profissionais e realmente viverem do esporte”, cita.

Meninas do Mampituba/FME e uma de suas conquistas

Conquistas do Mampituba/FME

Atualmente o Mampituba possui 25 atletas na equipe de competição e 50 alunas nas turmas de iniciação, além de 50 crianças nas escolinhas da FME. “Trabalhamos com meninas desde a categoria mirim até o adulto (6 a 20 anos), fala Julia, acrescentando que somente em 2021, a equipe participou de dois campeonatos oficiais, conquistando sete medalhas de ouro, sete de prata e três de bronze. “Teremos mais duas competições importantes em agosto e várias outras no decorrer do ano. Em 2018 nossa atleta Julia Martins da categoria adulto foi vice-campeã do Torneio Nacional de GR, e desde então nossa equipe vem conquistando resultados importantes”, comemora.

A técnica relata ainda que não há pré-requisitos para quem deseja praticar a modalidade. “Ella é possível para todos que tiverem interesse, mas para quem busca ser atleta de rendimento, aí sim existem requisitos, como o físico, pré-disposição para flexibilidade, coordenação motora, entre outras capacidades físicas, que são treináveis mas também dependem de pré-disposição genética”, diz.

Quem tiver interesse em conhecer as turmas pode entrar em contato pelo WhatsApp: 99932-6631.

A equipe do Mampituba segue treinando normalmente, cada categoria em dias e horários específicos respeitando as medidas sanitárias como o uso de máscara, higienização com álcool e distanciamento.

A conquista em Tóquio

Rebeca Andrade fez história ao se tornar a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha na ginástica. Com 57,298 pontos, ela só ficou atrás da americana Sunisa Lee, que somou 57,433 pontos e manteve o domínio do país na prova. O bronze foi para a russa Angelina Melnikova, com 57,199 pontos.

Rebeca Andrade, das adversidades à sonhada medalha olímpica

O ouro não veio por pouco. Por um passo para fora no solo. Agora, Rebeca ainda vai disputar mais duas finais em Tóquio: domingo no salto, e segunda-feira no solo. "A Rebeca Andrade da ginástica artística ainda disputa as finais de salto e solo, com boas chances de medalhas, e a Flávia Saraiva disputa a final de trave, também com chance de medalha", completa Júlia.

Daniele Hypolito foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em mundiais, uma prata no solo de 2001. Daiane dos Santos foi a primeira campeã mundial, em 2003. Rebeca em 2021 se tornou a primeira medalhista olímpica.