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Mesmo sem conseguir falar, soldado Esmeraldino chora ao ver a filha

Policial ferido no assalto ao Banco do Brasil deve levar mais de um ano para se recuperar
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 05/03/2021 - 08:06Atualizado em 05/03/2021 - 14:22
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Baleado em confronto com os criminosos que assaltaram a tesouraria do Banco do Brasil em Criciúma, ainda em dezembro do ano passado, o Soldado Jeferson Esmeraldino segue acamado. O policial militar esteve internado por dois meses e passou por duas cirurgias, e sua recuperação deverá levar mais de um ano. 

De acordo com o seu padrasto, Remiston Generoso Rodrigues, o policial já está em casa e recebendo o devido tratamento com uma série de profissionais qualificados. Em sua residência em Tubarão, Esmeraldino conta também com o carinho de sua família.

“Ele ainda se encontra acamado, não consegue falar, tem poucos movimentos, está em fase de tratamento. Está sendo observado por médicos, fisioterapeuta neurológico e físico e fonoaudiólogo. Como o médico disse para a gente, ele está com lesão cerebral e essa recuperação vai levar de um ano a 1 ano e meio. É demorado, são passos lentos”, disse.

Baleado no tórax, o soldado teve os dois pulmões, rins, fígado, estômago e baço prejudicados e, por isso, teve que passar por uma cirurgia no local. Após ter uma parada cardíaca e ter ficado 10 minutos sem respirar, Esmeraldino sofreu uma lesão no cérebro por falta de oxigênio - o que agravou a sua situação.

Ainda sem conseguir falar e esboçando poucos movimentos físicos, Esmeraldino consegue demonstrar algumas reações ao entrar em contato com seus familiares. Piscadas, apertos na mão e olhares fixos são algumas das ações feitas pelo soldado. 

“Ele está começando a responder, responde pelo olhar. Essa semana a filha dele esteve aqui em casa e ele ficou olhando, piscou várias vezes para ela e chorou. Ele aperta a mão, mexe com as pernas e braço. Se move e se mexe, mas deitado, não levanta e nem fala”, destacou Remiston.