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Medicina da UFSC tem método inovador em Araranguá

Universidade usará método de Aprendizagem Baseada em Problemas
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 17/04/2018 - 11:49Atualizado em 17/04/2018 - 12:34

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou ontem o edital com as regras para o primeiro vestibular do Curso de Medicina da UFSC de Araranguá. As inscrições começam no dia 24 de abril e seguem até o dia 23 de maio. Outra novidade, além desta é que o curso ofertado no sul do Estado será diferente do ofertado na Capital.

“Nós temos um projeto pedagógico no curso de Medicina aqui de Araranguá que é diferente do curso de Florianópolis. Apesar dos dois seguirem a mesma normatização do MEC, que é diretriz curricular para todos os cursos do Brasil, o nosso modelo é diferente. Porque esse curso entra no programa de expansão das escolas médicas, que foi lançado pelo Governo Federal. Então o desenho do curso é diferente”, contou a professora Iane de Souza, coordenadora do curso de Medicina da UFSC de Araranguá.

Segundo Iane, no curso serão tralhados métodos ativos de ensino-aprendizagem. “Não teremos aulas disciplinares e tradicionais, que são aquelas que o aluno fica ouvindo e o professor expõe o conteúdo.  No nosso caso serão metodologias ativas que vamos trabalhar em diversos cenários. Por exemplo, eu tenho aulas teóricas que são feitas em pequenos grupos de estudantes. Os 60 estudantes terão aulas teóricas em seis pequenas turmas e um professor para cada. As aulas são mais dinâmicas, com mais interação dos estudantes, aprendizado em grupo e professores como facilitadores. Essa é a principal modificação”, explicou.

A aprendizagem no novo curso será com base no PBL (Problem Based Learning), ou Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) em Português. Este método que vem ganhando espaço e que recentemente foi adotado pelo Ministério da Educação (MEC) teve início nas Universidades McMaster, no Canadá, e Maastricht, na Holanda, na década de 1960.

“A gente tem duas legislações importantes que recomendam esse método. Nelas o MEC diz como tem que ser formado o novo médico, sem aquele perfil tão especialista. Mas o perfil daquele médico que atende em um posto de saúde, por exemplo, é um perfil de um médico que consegue resolver mais problemas. O que víamos até então eram cursos tradicionais. Com essas novas regulamentações os cursos antigos tem até o fim deste ano para se adaptarem”, esclareceu Iane.

Para Iane o perfil de estudantes da geração Y aprende melhor se o método pedagógico for mais ativo e dinâmico. “Este método PDL trabalha com situações problema que o médico vai trabalhar vida real. Ele vai receber a queixa e com essa queixa ele vai estudar o que ele já estudaria. Ele tem um estudo mais integrado, discutindo com colegas e professores. Eles aprendem entre pares. O ensino passa a ser centrado no estudante. É um método inovador, mas já existem diversas universidades que trabalham este método”, explicou.