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“Lockdown de dois dias não vai adiantar absolutamente nada”, afirma pneumologista

Governo de SC anunciou paralisação de serviços não essenciais para este fim de semana
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 26/02/2021 - 08:32Atualizado em 26/02/2021 - 08:52
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

O Governo de Santa Catarina anunciou um lockdown em todo o estado para este fim de semana, entre às 23h00 desta sexta-feira, 26, e 6h de segunda-feira, 1º de março. Apesar da medida restritiva ter sido observada como importante por autoridades da saúde, ainda se discute a efetividade de se realizar um bloqueio de apenas dois dias. 

“Esse lockdown de sábado e domingo tem importância no sentido de chamar a atenção de que as coisas estão mudando, temos que nos conscientizar que a situação é grave. Do ponto de vista prático, acho que poderíamos fazer diferente. Um lockdown de dois dias não vai adiantar absolutamente nada”, afirmou o pneumologista Renato Matos.

O pneumologista destaca ainda que os países que fizeram um lockdown efetivo para diminuir a incidência da doença utilizaram um período de uma ou duas semanas, e não apenas de dois dias. O objetivo é justamente para que haja a redução da circulação viral e grandes aglomerações.

“A transmissão da doença se dá na grande maioria das vezes em locais onde há aglomeração de pessoas, e geralmente sem uso de máscara. Hoje o grande problema são as festas, e nos colocamos na pele de quem vive disso, restaurantes e bares, me coloco no lugar dessas pessoas. Mas é seguro eu ficar no bar sem máscara? não. Um evento social é seguro? não é. Ônibus superlotado é seguro? não”, declarou.

A visão da grande maioria das autoridades médicas é de que as ações restritivas, como o próprio lockdown, precisam ser tomadas em médio e longo prazo. Uma ação de dois dias, como a definida pelo Governo do Estado, segundo Renato, é mais importante para chamar a atenção da população do que impactar na redução da doença.

Medicamentos para tratamento precoce não tem eficiência

Muito ainda se discute sobre o uso de algumas medicações precocemente para o aumento da imunidade, como vitamina D e C, no intuito de se proteger contra a Covid-19. No entanto, segundo Renato, não há ainda um tratamento precoce que seja eficiente contra a doença.

“Já está provado que Cloroquina, Ivermectina, Vitamina C e D não funcionam. Não é tomar Ivermectina que vai fazer mal, o problema é que conhecemos diversas pessoas que tomam semanalmente achando que com isso poderão ir para festas e eventos, e que isso funcionará como se fosse uma vacina. Se houvesse alguma medicação efetiva, teriam morrido 500 mil americanos, que têm disponibilidade das melhores medicações e tecnologias?”, pontuou.