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Lenine fala sobre a sinergia com a Camerata

Cantor e compositor pernambucano falou sobre espetáculo no dia 27 e prometeu: 'vai ter Paciência, vai ter Hoje Eu Quero Sair Só..."
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 05/09/2019 - 18:14

Na voz, a vibração pode ser notada. O Leão do Norte Lenine chegou até a se considerar um Manezinho de coração. Esse é o clima para o espetáculo de 27 de setembro em Criciúma, do músico pernambucano em parceria com a Camerata de Florianópolis. “É um momento de celebrar esse encontro que não é de agora. Eu e a Camerata estamos há algum tempo dividindo a música e compartilhando a música”, falou Lenine em conversa com os jornalistas Adelor Lessa e Arthur Lessa, da Rádio Som Maior.

Lenine tem mais de 40 anos de estrada e ao longo dos anos apresenta uma obra diversificada, do maracatu, passando à mpb e até ao rock. Pela quarta vez se apresentando com a Camerata, traz ao público uma fusão da música popular brasileira com a música clássica. “Já venho trabalhando com orquestra há muito tempo, com muitas pessoas. Tenho muitas músicas já transportadas, arranjadas para diferentes formações de orquestras. Temos algumas dezenas de canções que podem entrar no repertório. Tem aquelas músicas que não é pra eu cantar, é para o povo cantar. Vai ter Paciência, vai ter Hoje eu Quero Sair Só, Jack Soul Brasileiro e Leão do Norte”.

O público que estará no AM Hall no dia 27 poderá ver uma parceria entrosada entre o clássico e o popular. Um brinde à música de qualidade, qualquer que seja o gênero. “A empatia que ocorre entre mim e a Camerata deve-se ao Luiz Zago (arranjador e pianista, parceiro da Camerata há oito anos). O Zago é como se fosse meu álter ego sinfônico. Por isso essa parceria duradoura que nós temos. Pra mim é sempre prazeroso cantar e tocar com essa base sonora que é a Camerata”.

Leão do Norte, mas também um camaleão. Lenine falou sobre a variação na carreira ao longo dos mais de 40 anos e como acontece o entrosamento com a Camerata“Tem a ver muito com adequação. Eu sou um compositor que canto o que componho. É o cantautor. Ao longo desses anos, criei um repertório de músicas, algumas se adequam ao formato sinfônico. Tem a música para ir à praia no domingo de manhã. Tem a música para sair para jantar à noite”.

A entrevista completa poderá ser ouvida nesta sexta-feira, 6, no programa Adelor Lessa, que começa às 7h.