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Jessé Lopes comenta sobre a polêmica envolvendo o coletivo feminista Não É Não

Deputado esteve no programa Adelor Lessa desta terça-feira, 14, e deu seu ponto de vista sobre a polêmica
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 14/01/2020 - 12:13Atualizado em 14/01/2020 - 12:19
Foto: Paulo Monteiro
Foto: Paulo Monteiro

A polêmica envolvendo o deputado estadual Jessé Lopes (PSL) e o movimento Feminista Não é Não continua. Depois do texto publicado em seu Facebook, no qual ele afirmou que o “assédio” massageia o ego de mulheres, o deputado concedeu entrevista para o Programa Adelor Lessa desta terça-feira, 14. Jessé comentou sobre alguns de seus posicionamentos contra o movimento feminista e, também, sobre o texto em questão publicado em sua rede social.

De acordo com Jessé, as adeptas mais “extremistas” do movimento feminista acham que atos como elogiar, dar em cima ou “fazer simples toques” é considerado assédio. O deputado afirma que a tatuagem “Não é Não”, proposta pelo coletivo feminista catarinense para que fosse usada entre as mulheres no carnaval, não adiantaria com pessoas mal intencionadas.

“Crime não se previne e nem se combate com tatuagens. Deixei muito bem claro que eu sou contra os movimentos feministas, porque é um movimento segregador e que tem muito extremismo dentro dele. Muitas delas (mulheres feministas) já acham que dar em cima ou elogiar já é assédio e isso é perigoso ao meu ver”, disse.

Na situação em que uma mulher, ao passar em frente de uma obra, percebe que os trabalhadores do local param tudo o que estiverem fazendo somente para assoviar e falar coisas para ela, Jessé afirma que não se trata de um crime. “Eu não acho certo, mas vamos concordar que isso não é crime. Eles estão elogiando, se ela não quer passar por isso de novo que ela vá por outra rua”, ressaltou.

O deputado explica o uso da palavra “assédio” em seu texto que, segundo ele mesmo, por ser utilizado com aspas, significa uma paquera e não um assédio no sentido criminal em si. “Eu digo assediador no sentido de dar em cima e não no sentido de crime, em que a pessoa fica todos os dias em cima, assediando e incomodando quando uma mulher já deixou claro que não vai acontecer”, concluiu o deputado. 

O programa também entrevistou uma integrante do coletivo Não É Não. Mari do Brasil disse que a opinião expressa pelo deputado é errônea, mas evitou entrar em polêmicas. De acordo com ela, falta pesquisa e aprofundamento para a afirmação de Jessé e que a paquera é facilmente distinguida do assédio. "Nós temos uma nota pública de apoio às mulheres que sentiram sua dor e luta menosprezadas, mas nossa nota é de apoio às mulheres e não de repúdio a ele, não temos intenção de começar debate verbal e muito menos físico contra ele", afirmou Mari.