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Investimento na educação é a chave para a segurança

É o que diz o empresário José Altair Back, dono da Vigilância Radar
Beatriz Coan
Por Beatriz Coan 17/10/2020 - 14:45Atualizado em 17/10/2020 - 15:37
Foto: Vitor Netto/4oito
Foto: Vitor Netto/4oito

O programa Nomes & Marcas desse final de semana apresenta a história do empresário, nascido em Forquilhinha (quando ainda fazia parte de Criciúma), José Altair Back. Proprietário de uma das principais empresas de segurança da região sul de Santa Catarina, a Vigilância Rdar. Ao ser questionado pelo Adelor Lessa, ele afirma que o caminho para se ter mais segurança no futuro é o investimento na educação. "Se as forças do bem não derem oportunidade para o jovem trabalhar, o crime organizado vai dar", afirmou no final da entrevista.

Ele iniciou sua vida profissional muito jovem, foi aos 12 anos de idade que teve sua carteira assinada pelo Hospital São José. Ele e seus 13 irmãos, mais os seus pais, formaram a maior família que já trabalhou para a instituição, 16 membros. Era na Granja São José que a família atuava. Ovos, leite, carne, tudo que era consumido na cozinha do hospital vinha de lá. Toda a semana quase 50 animais (galinha, porco e boi) eram carneados no local. Em seguida, seu plano era atuar na Cecrisa no setor de exportação, após concluir o curso de Comercialização e Mercadologia que fez no Centro Interescolar de segundo grau, conhecido como CIS (que posteriormente passou a ser chamado de CEDUP). Mas o alistamento no exército mudou o seu destino.

Com dois irmãos mais velhos servindo, um em Brasília e outro em Tubarão, Back tinha como certa a sua dispensa. Porém, nos jogos escolares que ocorreram em Lages seu desempenho foi muito bom e chamou a atenção dos oficiais. Ao ganhar a maratona o garoto de então recém 18 anos foi convocado, pois haviam olimpíadas no exército naquele ano. Ganhou competições de atletismo e volei. Em seguida se inscreveu para o curso de cabo com a intenção se poder sair na primeira baixa e assumir o cargo que ficou reservado para ele na Cecrisa. 

Ao concluir o seu primeiro ano e pedir a baixa, foi questionado pelos superiores se tinha certeza que iria fazer isso, visto que o salário do exército era 3x maior do que o oferecido no setor de exportação. Deicidiu ficar e fazer carreira dentro do batalhão. Em seguida foi fazer curso para sargento em Curitiba, no qual ficou em primeiro lugar e pode escolher o lugar que queria servir. Optou pelo 28º G.A.C. para ficar perto de casa. Atuou durante 10 anos no exército, quando apareceu a oportunidade de trabalhar na Eliane.

Através de indicações conseguiu a oportunidade de atuar na área que queria quando se alistou para o exército. Ao entrar na empresa fardado, a caminho do setor de exportação, Back foi parado pelo chefe de segurança na época que questionou o que ele estava indo fazer. Ao descobrir que o jovem adulto de 29 anos iria trabalhar na empresa, o homem responsável pela segurança e capitão da Brigada Militar do Paraná o intimou para trabalhar no setor para futuramente o substituir. José decidiu experimentar, pegou férias do exército e durante 15 dias trabalho no setor sem ser fichado para ver se gostava. Constatou que o desafio era grande e havia muita coisa que ele poderia melhor. Mesmo casado, com filha, e o salário 9 vezes menor do que o exército oferecia, ele topou.

Iniciou como porteiro e logo foi subindo de posição. Assumiu sozinho, durante um período, a chefia da segurança. Através de um BIP, tecnologia disponível na época, ficava a par da situação. Ele sempre buscou inovação e conhecimento, foi atrás de cursos e aprimoramentos que resultaram em saldo positivos para a família proprietária da Eliane. Depois de 4 anos e meio atuando na empresa, veio a oportunidade de tercerizar o serviço e abrir o seu negócio. Junto com o sócio Pedro Paulo Zanini nasceu a Vigilância Radar. 

Em 1996 a sociedade se rompe, Zanini fica responsável pela segurança da Eliane e Back fica com a o nome Vigilância Radar e passa a atuar em Criciúma. Sempre visionário e buscando aprimorar, ele foi atrás de tecnologias de monitoramento. Ação que assustou a concorrência que pensou que iria acabar com a vigilância humana. Mas José tinha a visão de que existiam lojas e casas que não tinham espaço para ter um vigilante, mas mesmo assim necessitavam de segurança. Foi assim que começou a implantar sistemas de alarmes e monitoramento na região. 

Hoje a empresa atua em todo o sul catarinense, de Imbituba à Passo de Torres. São 320 vigilantes, 110 postos e quase 5 mil pontos de vigilância eletrônica. Além da empresa de vigilância, foram abertas a Radar Serviços e a Geração. Está última é a responsável pela importação dos produtos eletrônicos que auxiliam na vigilância e que foi uma das grandes responsáveis pelo crescimento da Radar. 

Confira a entrevista completa: