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Incêndio em turfa volta a atingir Araranguá e fumaça chega em Criciúma (VÍDEO)

Ocorrência voltou a ser registrada nesta segunda e terça-feira
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 23/11/2021 - 16:49 Atualizado em 23/11/2021 - 17:58
Foto e vídeo: Corpo de Bombeiros/4oito
Foto e vídeo: Corpo de Bombeiros/4oito

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Menos de uma semana depois, há novas ocorrências de incêndio em turfas em Araranguá. A fumaça pode ser vista em Criciúma nesta terça-feira, 23. 

O Comandante da 3° Companhia do 4° Batalhão de Bombeiros de Araranguá, Vinicius Marcolin, relata que o fogo iniciou na tarde dessa segunda-feira, 22. “É em uma região conhecida como Fundo Grande, em direção à Praia da Caçamba. Começou com incêndio de superfície, onde o Corpo de Bombeiros combateu até a noite”, conta.

Segundo ele, o local é de difícil acesso, dificultando o trabalho dos Bombeiros. “É uma mata fechada, onde não tem como chegar com veículos,  por isso é preciso fazer o trajeto a pé. Estamos monitorando a área e tivemos também teve aumento de vento, o que acelera o processo de queima e dificulta o sobrevoo de drone para ver a magnitude do incêndio”, conclui.

A turfa é um material de origem vegetal, parcialmente decomposto, encontrado em camadas, geralmente em regiões pantanosas e também sob montanhas e o combate às chamas nela é considerado um dos mais difíceis de controlar. 
O material pode ser altamente inflamável e a queima somente é contida se o local da ocorrência for resfriada com ajuda de água.

Fumaça pode ser prejudicial 

O médico pneumologista, Renato Matos diz que a exposição à fumaça gerada pelo fogo em turfa pode ser problemática. “Evidentemente o grau de comprometimento varia de acordo com o tempo de exposição e com a situação de cada pessoa. Aquelas que não têm nenhuma doença crônica, principalmente pulmonar, geralmente têm sintomas mais leves (irritação nos olhos, no nariz, na garganta). O problema é diferente para aquelas pessoas que já têm doenças crônicas, principalmente pulmonares. Essas pessoas em contato com a fumaça terão, com certeza, exacerbação do seu quadro, mais tosse, mais falta de ar, mais chiado no peito. Então, já que não há uma maneira simples de se controlar essa queima e a eliminação de fumaça, as pessoas com doenças crônicas devem, dentro do possível, se manter afastadas dessa fumaça, mesmo que com isso tenham que trocar temporariamente de domicílio”, afirma o pneumologista.


 

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