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Incêndio em turfa pode estar há vários metros da superfície, aponta especialista

A fumaça que iniciou em Fundo Grande, atingindo mais de um  1 km²  de área, pôde ser vista em Criciúma
Letícia Ortolan
Por Letícia Ortolan Araranguá - SC, 24/11/2021 - 10:57Atualizado em 24/11/2021 - 11:41
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

Araranguá vem tendo há alguns dias, registros de incêndios em turfas. Trata-se de um material de origem orgânica, formado em solos argilosos com camadas impermeáveis. Na última terça-feira, 23, a fumaça que iniciou em Fundo Grande, atingindo mais de um  1 km²  de área, pôde ser vista em Criciúma. O Corpo de Bombeiros Militar (CBM), trabalha na fiscalização do ambiente na manhã desta quarta-feira, 24.
 
Em entrevista ao Programa Adelor Lessa nesta manhã, o Major do CBM, Renan Fernandes, destacou que ainda existe risco de proliferação da fumaça, mesmo que esteja em menor densidade. E que, a equipe tem grande dificuldade em atender ocorrências deste gênero. “É um dos incêndios mais complexos de se fazer o combate, porque a gente consegue ver apenas a fumaça que vem do subsolo “, disse. 

De acordo com a coordenadora do curso de Geografia da Unesc, Yasmine da Cunha, o fogo acontece de forma natural. É ocasionada a partir da decomposição da matéria orgânica que pode formar o gás metano e se acumular no solo. “Existe a possibilidade de alcançar vários metros de profundidade”, destacou, acrescentando que “mas também existem os casos de raios que podem atingir as turfas ou um ser humano que joga fora em cigarro aceso”. 

Ouça a entrevista completa abaixo:
 

Tags: TURFAS