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Há 15 anos o futebol perdia Mahicon Librelato

Acidente na Beira-Mar Norte tirou a vida do atleta que era cotado para Seleção Brasileira
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 28/11/2017 - 14:59Atualizado em 28/11/2017 - 17:24
(foto: Ulisses Job)
(foto: Ulisses Job)

Ele era uma das maiores promessas do futebol brasileiro no início dos anos 2000, mas há 15 anos um acidente tirou a vida do jovem Mahicon Librelato. A carreira começou cedo, jogando pelo Criciúma, foi fundamental para a campanha do vice no Catarinense de 2001, sendo o artilheiro.

“Eu cheguei em Criciúma em 2000, lá no Rio Grande do Sul o Falcão era chamado de filho da dona Azise e aqui eu passei a chamar o Mahicon de filho da dona Maurina”, lembrou o narrador Jotha Del Fabro.

Librelato nasceu em Orleans, no dia 30 de março de 1981. Começou a carreira no futsal, e logo chamou a atenção do Criciúma, onde passou a treinar em 1994. A profissionalização chegou rápido, e o destaque veio em 2001, quando passou a ser sondado por equipes como Cruzeiro e Grêmio, mas acabou acertando com o Internacional.

Na temporada de 2002 as atuações de Librelato foram essenciais para o Colorado escapar do rebaixamento. O Inter chegou na última rodada ocupando o Z-4, e só a vitória interessava em um confronto diante do Paysandu, em Belém. No dia 17 de novembro de 2002, Librelato abriu o placar, em partida que acabou 2 a 0 para o Colorado. Além deste, marcou outros gols essenciais na briga do clube gaúcho contra a queda.

“Era um menino de futebol brilhante. Era diferenciado dos demais. O passo seguinte seria ir para a Seleção, era um menino de ouro, para parar ele só com falta, tinha muita habilidade nas pernas”, disse o narrador.

Era uma madrugada, de quarta para quinta-feira, do dia 28 de novembro de 2002, quando um acidente na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, tirou a vida do jovem promissor. Ele perdeu o controle de seu carro, em uma curva próxima a Ponte Hercílio Luz, e acabou caindo no mar. Tempos depois foi instalado um guard-rail no local. Ele dividia o veículo com outras duas pessoas, que foram salvas.

O sepultamento do jogador, realizado em sua cidade natal, foi acompanhado por uma multidão. O presidente do Internacional na época, e que comandou a equipe em sua fase mais gloriosa, Fernando Carvalho, esteve presente e decretou luto de três dias no Beira Rio. Até hoje as torcidas de Internacional e Criciúma lembram com carinho de Mahicon Librelato, devido a sua importância e hidrolatria conquistada rapidamente.