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Gustavo: de um início complicado a herói do Tigre

Goleiro defendeu três pênaltis na noite dessa quarta-feira e ajudou a colocar o Carvoeiro nas oitavas de final da Copa do Brasil
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 10/06/2021 - 17:23Atualizado em 10/06/2021 - 18:46
Fotos: Celso da Luz/Criciúma E.C.
Fotos: Celso da Luz/Criciúma E.C.

PH, o atacante do Tigre colocou a bola no ângulo do goleiro Matheus Cavichioli, do América -MG, gol que encerrou as cobranças e sacramentou a classificação do Tigre para as oitavas de final da Copa do Brasil. 

Para comemorar, o atleta saiu correndo para um lado do campo, mas deu meia volta e foi abraçar aquele que fez história com a camisa carvoeira minutos antes. O goleiro Gustavo, herói da noite, ao defender três pênaltis e ajudar o Criciúma a avançar de fase.

O goleiro chegou ao Heriberto Hülse no início da temporada, assumiu a posição, mas o momento vivido pelo clube e por ele, resultaram na perda da posição. O que não lhe fez perder a confiança. A dedicação aos treinos continuaram, o respeito aos companheiros também, até que a oportunidade veio e o clímax: os três pênaltis defendidos diante dos mineiros. “Eu nunca perdi a confiança, acontece que a gente passa por alguns momentos de dificuldade, de adaptação e naquele momento a gente não vinha bem no campeonato, acabou que eu também, não vinha bem e acabei perdendo a posição, mas eu nunca perdi a confiança em mim e sabia que fazia parte do processo, continuei trabalhando da mesma forma. A gente sabe que no futebol a gente vive momentos de altos e baixos e este momento que vivo agora é o mesmo que a equipe vive, que é o que a gente queria e sabíamos. Era questão de tempo e espero que a gente consiga dar continuidade”, salienta.

O jogador fala ainda que veio para Criciúma para viver momentos marcantes, mas que a adaptação foi difícil. “Tive um momento difícil no início, a minha adaptação foi complicada, pois vinha de um estado e um costume diferente. Hoje estou adaptado, gosto muito da cidade e do clube, isso coincide com o meu momento. Eu me cobro para ser decisivo nos momentos em que o clube precisa, porque me contratou para isso. Estou muito feliz e quero dar sequência a isso”, cita.

A mudança tem um nome: Paulo Baier

É unânime que a chegada de Paulo Baier ao comando mudou a cara do clube. De um time rebaixado no Campeonato Catarinense, o Carvoeiro foi a uma equipe que está há quatro jogos sem perder – vitória sobre o Ituano, pela Série C, e empates contra o São José, também pela Série C, e os dois duelos com o América-MG, pela Copa do Brasil. 

Gustavo revela que o técnico resgatou a identidade da equipe. “Atribuímos muito a chegada do Paulo (Baier), que trouxe a identidade de volta. Conhece muito do clube e está passando isso para a gente, prova disso são os resultados que estão acontecendo, fruto do trabalho e confiança que tempos nele.  Logo que chegou, o Baier me chamou, falou que confiava e contava comigo e isso mexeu muito comigo. Maurício (Dacoreggio), preparador de goleiros foi muito importante também. Comprou a briga para me deixar na melhor forma possível. Devo muito a ele também este momento que estou vivendo. A Chegada do Roberto (goleiro) também, pois tem passado coisas boas para mim. É um conjunto que me dá este suporte para fazer estas boas partidas e ajudar os meus companheiros dentro de campo”, destaca.

No alto do prédio, ao lado do estádio, um grande apoio

Em cada um dos três pênaltis, Gustavo comemorava apontando para um dos prédios que circundam o Heriberto Hülse, onde uma luz piscava. Lá, o maior apoio do goleiro. “Cada defesa foi para a minha esposa. A gente mora atrás do estádio, vivemos praticamente dentro, a sacada dá de frente para o estádio e  todo o jogo ela está assistindo e torcendo. Está sempre comigo, nos momentos difíceis e nos bons e neste eu não poderia deixar de homenageá-la”, finaliza.