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Gilson Pinheiro lembra os passos de sua carreira

Empresário foi o convidado do Nomes & Marcas deste sábado
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 07/10/2018 - 14:15
(fotos: Mano Dal Ponte)
(fotos: Mano Dal Ponte)

De família humilde, se formou em Engenharia Civil em 1982, estudando no Rio Grande do Sul. Gilson Pinheiro foi o convidado deste fim de semana do Nomes & Marcas. Ao longo da carreira já construiu mais de 100 prédios, sendo a maioria deles em Florianópolis. Seus pais sempre incentivavam os filhos e aos 14 anos começou a trabalhar na Jugasa, com Diniz Gaidzinski, aos 17 anos deixou o emprego para se dedicar aos estudos. 

“Fui realizar o maior sonho da minha vida, era Engenharia Civil ou nada. Sempre fui muito focado, poderia levar três, quatro, cinco anos para entrar na universidade, mas era o meu sonho um dia cursar e terminar. Graças a Deus no primeiro vestibular na Unisinos eu já passei”. Durante os anos de estudos no Rio Grande do Sul sobreviveu com aulas particulares de física e matemática.

No período em que morava em Criciúma conseguiu uma bolsa no Colégio Marista. Isso foi possível já que Gilson Pinheiro participava de competições de atletismo, inclusive conquistando o título catarinense dos 800 metros quando tinha 15 anos. Também foi um dos destaques da Olimarcas, onde ganhou diversas medalhas.

De volta a Criciúma

Com o diploma na mão, Gilson Pinheiro retornou para sua terra natal, onde trabalhou na Prefeitura durante alguns anos, período onde conheceu pessoas, aprendeu a lidar com a sociedade e com a política. Passou ainda por outras construtoras antes de abrir o próprio negócio, junto com um amigo.

“Há 30 anos o meu negócio principal é a construção de prédios. Eu comecei aqui em Criciúma com o Pavei, a minha sociedade com ele durou 15 anos, fomos muito exitosos, tivemos muitas felicidades, fomos e somos amigos até hoje. Depois de 15 anos nos separamos, ele já tinha quatro filhos engenheiros, entrando para a área da construção civil”, lembrou o empresário.

Investimentos

Gilson Pinheiro tem duas filhas, sendo uma formada em Direito e outra em Administração, assim, segundo ele, não seria possível manter a empresa de construção. “Como eu não tenho sucessor e gosto muito de hotelaria, acho que iniciei algo que um dia as minhas filhas terão mais facilidade para tocar, hotéis são mais fáceis do que construtoras”, analisou. Atualmente constrói em Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre.

Política

Gilson Pinheiro foi um dos fundados do PSDB em Criciúma, em 1989, mas acabou não seguindo carreira. “Ou tu entra na política para ser candidato, ou tu pula fora. Eles vão usar o teu lombo. Se for candidato tu vai usar o lombo de alguém. De família humilde como eu sou, preferi me mudar para Florianópolis e aproveitar um nicho de mercado excelente para a construção civil, foi lá que eu ganhei meu dinheiro. Desde daquela época e tornei só eleitor, me desfiliei do PSDB”.

Ainda na política, imagina que o Brasil precisa de diversas mudanças para crescer. “Nós temos que tornar esse país mais liberal, as amarras do Estado, ele tá muito presente na economia. Quem é o Estado para definir o valor do salário mínimo? Eu acho que nós precisamos de uma reforma profunda no campo político, na previdência e enxugar o Estado”, concluiu.