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“Futebol é o maior negócio do mundo, e o Brasil explora mal”

O jornalista esportivo João Nassif Filho, escritor do livro Almanaque das Copas, participou do Programa do Avesso, e falou sobre o Criciúma, Copa do Mundo e uso da tecnologia no futebol
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 02/08/2017 - 14:55Atualizado em 02/08/2017 - 15:02
(foto: Mano Dal Ponte)
(foto: Mano Dal Ponte)

O jornalista e comentarista esportivo João Nassif Filho foi convidado do Programa Do Avesso desta quarta-feira (2), onde contou histórias do mundo da bola. A cada ano o futebol movimenta cifras bilionárias, na atual janela de transferências do mercado europeu os clubes gastaram mais de R$ 6 bilhões.

“Barcelona e Real Madrid jogando nos Estados Unidos, com ingresso a US$ 2 mil dólares. Neymar no PSG vai vender milhões de camisas. O futebol é o maior negócio do mundo”, diz Nassif.

Pensando na próxima Copa do Mundo, o comentarista imagina o Brasil favorito e que a Bélgica pode surpreender. Ele acredita que uma seleção forte precisa de jogadores atuando no país.

“Na Alemanha todos jogam para cima e a maioria atua na mesma liga. É outra filosofia de futebol”, destacou.

Hoje o Brasil não explora bem o potencial desse esporte. As equipes têm elencos pequenos e chegam a fazer 70 partidas em uma temporada, a Chapecoense por exemplo, deverá superar os 90 jogos em 2017.

“O calendário brasileiro é muito ruim, o ideal é jogar 50 partidas por ano. Eu gostaria muito que o calendário se adaptasse ao europeu. Os estaduais estão mal organizados”.

Sobre as possibilidades de o Criciúma conseguir o acesso para a Série A ele não acredita que sejam altas, pois são muitas equipes nessa briga.

“O Winck está fazendo um bom trabalho, mais do que isso não dá para fazer. Acho difícil o time subir. O campeonato é equilibrado, perto do Z4 e do G4”.

Quando o assunto são as mudanças nas principais regras do futebol o jornalista tem uma ideia formada.

“Sou contra paralisações no tempo quando o jogo não está rolando, mas concordo com a câmera na linha do gol, para informar se a bola entrou ou não”, concluiu.