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“Eu não tenho medo da morte, mas fico pensando como será”

No Programa do Avesso, a irmã Claudia de Freitas falou sobre futebol, amor e religiosidade
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 30/10/2017 - 15:34Atualizado em 30/10/2017 - 15:57
(foto: Amanda Farias)
(foto: Amanda Farias)

A religiosidade vem perdendo força nos últimos anos, sendo raro encontrar mulheres dispostas a irem para conventos. O Programa do Avesso recebeu as irmãs Claudia de Freitas e Paula Rosso, para falar sobre suas vidas e o trabalho que realizam.

Nascida em 1925 e batizada como Vicentina de Freitas, a irmã adotou o nome religioso de Claudia de Freitas. Ela é mineira e em 1948 ingressou na Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência, iniciando assim, sua trajetória religiosa, e se estabeleceu em Criciúma em 1955. Aos 92 anos, ela falou o que pensa sobre a morte.

“Eu não tenho medo da morte, mas fico pensando como será. A gente pensa muito nisso nessa altura da vida. A única coisa que eu peço é que não aconteça de repente, pois são muito traumáticas”, afirmou.

Hoje a irmã Claudia mora no Rio de Janeiro. Trabalhando na Próspera, na década de 1950, a freira se envolveu com o futebol, apitando alguns jogos e adquirindo gosto pelo esporte. 

“Depois da catequese íamos para o futebol, e eu acabava apitando os jogos, e gostando muito por causa deles. Eu sou torcedora do Internacional, mas também acompanho o Cruzeiro por ser mineira, e gosto do Fluminense, também acompanho a Seleção Brasileira”, destacou a irmã.

Ela acredita que devemos ser bondosos, acolhendo as pessoas. A irmã afirmou que a leitura é o seu principal hobby, e que faz isso praticamente todas as noites. Deu sua opinião sobre os cuidados com a aparência, destacando que não vê necessidade nisso.

“Não tá escrito em lugar nenhum que não pode passar batom. Mas qual o meu objetivo de fazer isso? Não tem porque, para mim não tem sentido. A gente tem outros valores na vida, que não só a aparência”.

Para completar, a freira acredita que as famílias devem ser resgatadas. “Deus não é uma ideia, ele é pessoa. Esse amor a Deus deve guiar nossa vida, e essa questão de tecnologia é boa, mas também nociva. Se você vai amar mais com aquilo, tá bom, senão, não é bom para você”, finalizou.