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“Eu curaria Roberto Carlos do TOC”

Preconceitos, causas e problemas, a psicóloga Rosimeri Vieira da Cruz contou tudo sobre a doença na Som Maior
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 30/08/2017 - 14:43
(foto: Amanda Farias)
(foto: Amanda Farias)

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é uma doença que sofre com o conhecimento popular. Participando do Programa do Avesso, a psicóloga Rosimeri Vieira da Cruz falou sobre os preconceitos, tipos de TOC e possíveis origens do problema.

“É classificado como TOC um problema que lhe incapacita de exercer as funções normais. Por exemplo, já vi casos de pessoas que não chamavam o elevador com medo da contaminação”, contou a psicóloga.

Nem todas as causas do TOC foram cientificamente comprovadas. A mais comum delas é a genética, quando os parentes já sofreram com a doença. Na maioria das vezes é definido como obsessão por higiene, simetria, perfeccionismo, e até mesmo manias.

“Se tiver problemas do tipo deve procurar um psicólogo. O meu sonho é tratar o Roberto Carlos. Em pouco tempo faria ele dançar como um boneco de posto”, afirmou.

O preconceito ainda é muito forte, muitos acreditam que TOC é problema mental, a psicóloga garante que não. Também é constantemente confundido com bardas, excentricidade e vícios.

“Ter crenças muito fortes não é loucura, realmente acreditam em superstições. Sei de um caso que o paciente colocou fogo na mão. Passava álcool para limpar, e um dia exagerou, colocando fogo para descontaminar”, lembrou Rosimeri.

O arquiteto da prefeitura de Criciúma, André Laitano também estava no programa e falou sobre casos que já presenciou ou ouviu.

“Uma vez o meu irmão parou o carro na BR para desvirar um chinelo. Depois disso a paz interior voltou a ele”, disse.