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“Estamos totalmente dentro do prazo que pedimos ao IMA”

Proprietário da MP Foods, Carlos Machado, fala sobre manifestações do início da semana
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 13/07/2018 - 08:27Atualizado em 13/07/2018 - 09:07
(foto: Clara Floriano/ 4oito)
(foto: Clara Floriano/ 4oito)

A semana começou agitada na região do Verdinho e Morro Albino, em Criciúma. A comunidade local e ex-funcionários da MP Foods Abate de Aves realizaram uma manifestação em frente a empresa contra demissões em massa, mau cheiro e problemas ambientais. Nesta sexta-feira (13) o Programa Adelor Lessa recebeu Carlos Machado, diretor da empresa para esclarecer o assunto.

"A empresa iniciou as operações com um tratamento de efluentes e que com a licença ambiental da Fatma, os efluentes tratados eram lançados em um córrego que passava dentro da propriedade e seguia em direção ao Rio Sangão. Com o início das operações houveram reclamações da comunidade e a empresa contratou um técnico especializado para fazer uma melhoria no sistema de tratamento. O projeto pedia três lagoas com capacidade de um milhão de litros para fazer decantação e nós, com o maior zelo, fizemos quatro lagoas com a mesma capacidade. Instalamos mil metros de cano para lançar esse efluente no Rio Sangão e achamos que o problema seria totalmente sanado. Infelizmente, iniciou o odor da primeira lagoa que incomodou os vizinhos. Sabemos que o odor é subjetivo, o que é ruim para um o outro não sente", afirmou.

Segundo Machado, a empresa se propôs a buscar um órgão especializado para fazer um novo estudo de processo. "Para a nossa surpresa, encontramos dentro de Criciúma um órgão muito bem preparado que é o IPAT da Unesc. Felizmente, nós estávamos com uma equipe dentro de casa para nos ajudar a solucionar o problema. No dia 15 de abril fomos a Florianópolis, juntamente com a nossa equipe que cuida do meio ambiente, e firmamos um termo de ajuste de conduta para tentar resolver o problema. Dentro deste termo consta um período para fazermos um diagnóstico e depois disso um plano de implementação e um cronograma para colocar as obras em funcionamento. Isso exige investimentos que nós não temos estimados ainda", esclareceu.

Machado conta que o termo firmado ainda não venceu. Ele venceria no dia 16 de junho, mas um termo de ajuste de conduta prorrogou este prazo por 30 dias. “Estamos totalmente dentro do prazo que pedimos para a Fatma/IMA. Fomos surpreendidos com uma interdição da nossa planta na segunda-feira, sem levar em consideração o termo de ajuste de conduta”, revelou.